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(Texto atualizado com mais informações)
Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – O presidente do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de
Castro, disse nesta segunda-feira que retomada econômica do país
em 2018 será desigual e afirmou que sua candidatura presidencial
é "inexistente".
"2018 é o ano da retomada, mas ela será dispersa, desigual,
veremos alguns setores indo muito bem e outros capengando",
disse Rabello de Castro a jornalistas durante seminário da
Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.
Segundo ele, os dados do Produto Interno Bruto (PIB)
divulgados na semana passada pelo IBGE apontam que o motor da
retomada por enquanto é o consumo.
"Mas simplesmente reduzir o sinal da retomada ao consumo
seria cometer injustiças grandes com, por exemplo, o desempenho
excepcional do agronegócio e dos investimentos em segmentos
relacionados a maquinários e equipamentos agrícolas", afirmou.
No caso da indústria, o presidente do BNDES ressaltou que
algumas áreas, como a automotiva, já mostram sinais de melhora.
Já em relação à infraestrutura, ele observou que o processo
eleitoral pode ser um entrave para expansão mais significativa
dos investimentos.
Rabello de Castro acrescentou que os desembolsos do banco de
fomento devem ficar abaixo do nível programado de amortizações
no próximo ano. "Temos tido amortizações superiores aos
desembolsos programados, não por falta de recursos, mas pela
demanda. Não é segredo que essa diferença nos faz antecipar
recursos que seriam devolvidos (à União) depois de 2050", disse.

CANDIDATURA
Questionado sobre sua filiação ao PSC no início de outubro,
Rabello de Castro disse que sua participação na disputa
presidencial do ano que vem é "inexistente".
Segundo ele, o país passa por um "momento de virada" e a
janela partidária é a melhor maneira de se participar desse
processo. "Nos próximos quatro anos serão jogados os dados e
fichas dos próximos 20", afirmou.

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JBS
Principal acionista minoritário na JBS , o BNDES
ainda aguarda a convocação de uma assembleia geral para
deliberar sobre os prejuízos que a confissão explícita de atos
ilícitos cometidos pelos acionistas controladores causou à
companhia, disse Rabello de Castro.
"O conselho de administração não é um local suficientemente
amplo para discussão que precisa ser feita, por mais que lá
tenhamos conselheiros novos do BNDES muito bem equipados
Precisamos de AGE, é nela que sócios discutem as perspectivas da
empresa", comentou.
Ele lembrou, contudo, que a Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) ainda precisa se pronunciar sobre o conflito de interesses
na empresa. "Não tem cabimento que quem está envolvido em
discussão sobre prejuízos causados à JBS também vote em AGE".

(Edição de Raquel Stenzel e Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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