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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações e entrevista com o
presidente da PPSA)
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 13 Abr (Reuters) – A Pré-Sal Petróleo S.A.
(PPSA) prevê realizar em 16 de maio o primeiro leilão na bolsa
paulista B3 para venda de petróleo da União, com previsão de
arrecadação de 500 milhões de reais, durante o segundo semestre
deste ano e o primeiro de 2019, com a venda estimada de 2,8
milhões de barris.
A afirmação foi feita à Reuters pelo presidente da estatal
responsável por comercializar o petróleo do governo, Ibsen
Flores.
O leilão irá celebrar quatro contratos para a venda do
petróleo da União produzido, pelo período de um ano, nos campos
de Mero, Sapinhoá e Lula, na Bacia de Santos, e Tartaruga Verde,
na Bacia de Campos.
"A gente começa (agora) a trazer receita para a União…
atingindo nosso objetivo, que é maximizar o resultado dos
contratos de partilha e dos acordos de unitização", disse
Flores, em uma entrevista por telefone.
O edital com as regras para o certame foi publicado no site
da companhia, nesta sexta-feira.
Os contratos poderão ser adquiridos por um único comprador
ou por empresas diferentes.
O vencedor irá adquirir toda a produção do respectivo campo
durante um ano, remunerando a União a cada retirada de carga, de
acordo com a proposta de preços ofertada no leilão, baseada no
Preço de Referência do Petróleo (PRP), determinado mensalmente
pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
O edital ficará aberto para consulta pública até o dia 24 de
abril.
Ibsen afirmou acreditar em um leilão competitivo. Segundo
ele, são esperadas petroleiras que já produzem no Brasil e
empresas de comercialização de petróleo, que tenham navios de
posicionamento dinâmico para retirar suas cargas.

PETRÓLEO EM OFERTA
O campo de Mero, a 170 quilômetros do litoral do Estado de
Rio de Janeiro, é responsável pelo maior volume de petróleo a
ser ofertado, com produção de um ano da União estimada em 1,6
milhão de barris.
Mero fica na área de Libra, primeira a ser ofertada sob
regime de partilha de produção, em 2013, detida por um consórcio
formado por Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC.
As demais áreas –Lula, Sapinhoá e Tartaruga Verde– são
regidas sob regime de concessão. No entanto, suas reservas
extrapolam o limite do contrato para áreas do pré-sal, da União,
que apenas podem ser exploradas pelo regime de partilha.
Dessa forma, os volumes devidos à União serão leiloados pela
PPSA.
No caso de Lula, o volume da União de um ano estimado é de
600 mil barris de petróleo. A área pertence ao consórcio formado
por Petrobras, Shell e Petrogal.
Já de Tartaruga Verde, detida apenas pela Petrobras, o
volume a ser leiloado é estimado em 480 mil barris de petróleo,
enquanto de Sapinhoá, que pertence ao consórcio Petrobras, Shell
e Repsol Sinopec, é de 120 mil barris.

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(Por Marta Nogueira
Edição de José Roberto Gomes e Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
Messaging: [email protected]))


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