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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 1 Dez (Reuters) – O ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que o avanço de 0,1 por
cento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre "pode
parecer baixo, mas é forte se analisado por setores".
Em sua conta no Twitter, o ministro destacou que sem a
agricultura, que caiu por razões sazonais, o crescimento foi de
1,1 por cento. "O avanço acumulado no ano até setembro é de 0,6
por cento, número que já supera a previsão inicial dos
economistas para 2017. Isto mostra que o Brasil segue uma
trajetória de crescimento", acrescentou ele.
Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo Banco Central
junto a uma centena de economistas todas as semanas, a previsão
para o avanço do PIB neste ano é de 0,73 por cento, subindo a
2,58 por cento em 2018.
Meirelles afirmou ainda que o avanço de 1,6 por cento do
investimento no terceiro trimestre, o primeiro dado positivo
após 15 trimestres seguidos de queda, "mostra otimismo em
relação ao futuro".
Os investimentos mostraram o melhor desempenho em quatro
anos no trimestre passado, indicação de que a retomada da
atividade pode ter ganhado fôlego depois do mais longo período
de recessão enfrentado pelo país.
Na comparação com igual período do ano passado, o PIB
cresceu 1,4 por cento.
Também no Twitter, o ministro do Planejamento, Dyogo
Oliveira, afirmou que o carregamento estatístico estaria em 1
por cento, sinalizando "que o crescimento deste ano poderá ser
de 1 por cento".
Oliveira também apontou que, pela primeira vez após quatro
anos, os dois principais componentes da demanda –consumo das
famílias e investimento– registram crescimento positivo no
mesmo trimestre.
Na visão do ministro do Planejamento, o desempenho do PIB no
terceiro trimestre "só não veio melhor porque as importações
registraram forte crescimento, o que não deixa de ser boa
notícia, pois confirma que a economia doméstica está mais
aquecida e é mais um sinal de retomada".
Oliveira salientou ainda a importância de reformas, em
especial a da Previdência, para tornar o crescimento da economia
sustentável.

(Por Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

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