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(Texto atualizado a partir do 4º parágrafo com mais
informações)
Por Rania El Gamal
DUBAI, 8 Jan (Reuters) – A Opep está monitorando a tensão
política no Irã e a crise na Venezuela, mas o cartel só elevará
a produção caso ocorram interrupções significativas e
consistentes na oferta por parte desses países, disse uma fonte
sênior da organização que representa um grande produtor do
Oriente Médio.
Os problemas econômicos da Venezuela atingiram a produção de
petróleo do país, que está no menor nível em 30 anos, mas a
oferta do Irã ainda não foi afetada por uma onda de protestos
contra o governo.
Operadores dizem que a tensão política no Irã, terceiro
maior produtor da Organização dos Países Exportadores de
Petróleo, tem puxados para cima os preços da commodity.
A Arábia Saudita, líder de fato da Opep, quer o petróleo
acima de 60 dólares por barril para impulsionar o valor da
petroleira estatal Saudi Aramco antes da programada oferta
pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia,
prevista para mais tarde neste ano, de modo a diminuir o déficit
no orçamento do país, segundo fontes.
"Mesmo se houver interrupção na oferta (do Irã ou
Venezuela)… a Opep não elevará a produção", disse a fonte
sênior do cartel.
"A política da Opep é trazer os estoques para níveis normais
e seguirá assim, a menos que a interrupção na oferta de algo
como 1 milhão de barris por dia persista por mais do que um mês
e provoque restrições para os consumidores."
A fonte também disse que o mercado de petróleo está a
caminho de se reequilibras, mas até agora os estoques mundiais
de permanecem acima da média de cinco anos e é necessário muito
mais tempo para "drenar" o excesso da commodity.
"Qualquer alteração nos limites de produção deve ser guiada
por uma mudança nos fundamentos do mercado, e não apenas por
especulações de curto prazo", adicionou a fonte.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG LC


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