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(Texto reescrito e atualizado com avanços da reunião)
Por Alex Lawler e Rania El Gamal e Shadia Nasralla
VIENA, 30 Nov (Reuters) – A Opep e produtores de fora do
grupo, liderados pela Rússia, concordaram nesta quinta-feira em
prolongar os cortes de produção de petróleo até o fim de 2018,
em meio a uma tentativa de terminar de eliminar um excesso
global de petróleo, enquanto ainda sinalizam que poderão
interromper o acordo mais cedo caso o mercado superaqueça.
A Rússia, que não é membro da Opep e que este ano reduziu a
produção de forma significativa com o cartel pela primeira vez,
vem pressionando por uma mensagem clara sobre como sair da
política de cortes, de modo que o mercado não mude para um
déficit muito cedo, os preços não subam tão rápido e empresas
dos EUA não aumentem a produção ainda mais.
A Rússia precisa de preços muito mais baixos para equilibrar
seu orçamento do que a líder da Opep, Arábia Saudita, que está
se preparando para uma listagem da estatal petrolífera Aramco no
mercado de ações no próximo ano e que, portanto, poderia se
beneficiar do petróleo em preços mais elevados.
O atual acordo dos produtores, sob o qual estão reduzindo a
oferta em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd), em um
esforço para dar suporte aos preços do petróleo, expira em
março.
O ministro de Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, disse a
repórteres que a Opep havia concordado em estender os cortes em
nove meses até o fim de 2018, como foi amplamente antecipado
pelo mercado.
A Opep também decidiu limitar a produção da Nigéria e da
Líbia nos níveis de 2017 abaixo de 2,8 milhões de barris ao dia,
acrescentou ele. Os dois países foram anteriormente isentos de
cortes devido a disputas locais e produção inferior ao normal.
Alguns ministros disseram antes da reunião desta
quinta-feira que uma revisão do acordo atual seria possível na
próxima reunião da Opep, em junho, caso o mercado fique muito
apertado.
Mas Zanganeh, ministro do Irã, disse mais tarde que tal
discussão não havia acontecido na reunião da Opep. No entanto,
um rascunho do comunicado da Opep disse que a duração seria
revisada em junho com base em fundamentos.
Os futuros do petróleo Brent subiram cerca de 0,5
por cento nesta quinta-feira, operando acima dos 63 dólares por
barril.

EXCEDENTE OU ESCASSEZ?
Com os preços do petróleo Brent sendo negociados acima dos
60 dólares por barril, a Rússia questionou mais cedo a sensatez
de estender os cortes existentes de 1,8 milhão de barris por dia
até o fim do próximo ano, uma vez que tal medida poderia
desencadear uma alta na produção dos Estados Unidos.
"Se produtores dos EUA aumentarem o número de sondas ao
longo dos próximos poucos meses devido aos preços mais altos,
então eu espero outro colapso nos preços até o fim de 2018",
disse o presidente-executivo do conselho da Pioneer Natural
Resources , Scott Sheffield, uma das maiores produtoras
da bacia Permiana no Texas e Novo México.
"Eu espero que todas as companhias de xisto dos EUA
mantenham seu atual número de sondas e usem todo o excesso de
fluxo de caixa para aumentar dividendos de volta aos
acionistas", disse ele à Reuters.
Gary Ross, um observador veterano da Opep e fundador da
consultoria Pira, disse que o mercado poderia se surpreender
positivamente com os preços do Brent subindo até 70 dólares por
barril caso houvesse qualquer grande interrupção.
"Em todo lugar que você olha há um risco iminente à oferta",
disse Ross.
(Reportagem adicional de Ernest Scheyder, Ahmad Ghaddar e
Vladimir Soldatkin)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG LC MN

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