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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Bill Berkrot e Manolo Serapio Jr
4 Dez (Reuters) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse
nesta segunda-feira que espera revisar informações sobre
segurança da vacina da Sanofi contra dengue neste mês, enquanto
as Filipinas ordenaram uma investigação sobre o seu agora
suspenso programa de imunização, depois que a fabricante
farmacêutica francesa afirmou que o medicamento poderia piorar a
doença em alguns casos.
Os temores sobre segurança envolvem um possível risco maior
para pessoas que não foram previamente expostas ao vírus da
dengue antes de tomar a vacina. A Sanofi tentou acalmar as
preocupações, dizendo num comunicado que "a maioria dos
vacinados até agora moram em áreas altamente endêmicas, e,
assim, eles terão adquirido uma infecção de dengue anterior à
vacinação".
A Dengvaxia, a primeira vacina aprovada contra a dengue,
poderia, segundo estimativas, vir a resultar em quase um bilhão
de dólares em vendas anuais, uma quantia que agora parece
inalcançável por conta do tema da segurança e da evidência
médica revelando proteção desigual contra diferentes tipos de
dengue.
A vacina já foi aprovada em 19 países e lançada em 11,
segundo a Sanofi. A maioria das vendas se deu nas Filipinas, via
um programa de imunização do governo envolvendo mais de 730 mil
crianças, e no Brasil, com um programa do Estado do Paraná,
região onde o número de casos de dengue aumentou três vezes nos
últimos anos.
A dengue é uma doença transmitida por mosquito que mata
cerca de 20 mil pessoas por ano e atinge centenas de milhões.
A OMS, que publicou um relatório sobre a segurança da vacina
em 2016, recomendou que ela fosse somente usada em pessoas que
tivessem contraído a dengue anteriormente.
O Brasil confirmou que já recomendou restringir o uso da
vacina para os que foram previamente infectados, mas não a
suspendeu inteiramente.
A Anvisa disse, num email enviado à Reuters, que não recebeu
nenhum informe sobre pessoa vacinada que morreu ou tenha ficado
mais gravemente doente por causa do medicamento. A agência não
sabia quantas pessoas receberam a vacina no país desde a
aprovação em 2015.
A Sanofi, cujas ações subiram 0,4 por cento em Paris nesta
segunda-feira, falou sobre as "novas descobertas" a respeito dos
riscos maiores numa entrevista à imprensa em Manila. A empresa
não disse por que não tomou nenhuma iniciativa quando a OMS
levantou o tema no ano passado.
O Departamento de Saúde das Filipinas suspendeu o uso da
Dengvaxia na semana passada depois que a Sanofi disse que ela
poderia piorar a doença em algumas pessoas.
"Até onde sabemos, até onde fomos informados, não há relatos
de mortes relacionadas com a vacinação contra dengue", afirmou
Ruby Dizon, diretor da Sanofi Pasteur Filipinas.
Uma autoridade de saúde filipina declarou que as mortes de
três crianças que receberam a Dengxavia, relatadas por uma ONG,
não estavam relacionadas com a vacina.
Quase 734 mil crianças a partir dos 9 anos nas Filipinas
receberam uma dose da vacina como parte do programa de 69,54
milhões de dólares.
A Sanofi afirmou que não viu nenhuma evidência de uma maior
incidência de dengue mais grave nos programas de vacinação. A
fabricante disse que avaliações de longo prazo do medicamento
mostraram um número bem menor de hospitalizações devido à dengue
em pessoas vacinadas com mais de 9 anos de idade, quando
comparado com o das que não receberam a vacina.
A Sanofi passou 20 anos desenvolvendo a primeira vacina
contra dengue a um custo de cerca de 1,78 bilhão de dólares.
Além de Brasil e Filipinas, a vacina está sendo usada em
Cingapura, México, Indonésia, Tailândia, Paraguai, Peru, Costa
Rica, El Salvador e Guatemala. Ela foi aprovada, mas não ainda
lançada em Honduras, Malásia, Austrália, Argentina, Venezuela,
Bolívia, Bangladesh e Camboja.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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