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(Texto atualizado com mais informações)
Por Gram Slattery
RIO DE JANEIRO, 23 Nov (Reuters) – O conselho de
administração da Oi está tentando conseguir apoio dos
credores estatais da operadora para seu plano de recuperação
judicial, apesar de oposição de credores privados detentores de
bônus da companhia, afirmaram três fontes com conhecimento da
estratégia do grupo à Reuters.
Sob a liderança do empresário Nelson Tanure, o conselho da
Oi está oferecendo aos bancos estatais Caixa Econômica
Federal CEF.UL e Banco do Brasil BBAS3.SA acordos para que as
dívidas da empresa detidas por eles sejam pagas sem descontos,
mas com prazo mais longo, disseram as fontes.
A proposta do conselho da Oi prevê que a empresa terá um
período de carência de seis anos antes de fazer os pagamentos e
depois mais 10 anos para quitar a dívida detida pelos bancos.
Para melhorar a oferta, o conselho recentemente concordou em
pagar uma fração dos juros anualmente durante o período inicial
de seis anos, disse a uma das fontes.
O conselho da Oi também está oferecendo ao Itaú BBA, divisão
do Itaú Unibanco ITUB4.SA , o pagamento da dívida detida pelo
banco sem descontos, com propostas similares para agências de
crédito à exportação da Finlândia, Bélgica e China.
Juntos, esses grupos detêm 11 bilhões de reais em dívida da
Oi, que pediu recuperação judicial em junho do ano passado
listando dívida total de 65 bilhões de reais.
Oi, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e FTI Consulting, que
representa as agências de crédito para exportação, não
comentaram o assunto. A Caixa não respondeu a pedidos de
comentários.
A estratégia do conselho em selecionar credores específicos
com propostas atraentes mostra como o colegiado da Oi espera
obter o apoio necessário para reestruturar a dívida da
companhia, apesar do relacionamento conturbado com grandes
investidores que detêm bilhões de dólares em títulos de dívida
da empresa.
As fontes afirmaram que além do apoio desses credores
específicos, o conselho da Oi acredita que precisa do suporte de
20 a 25 por cento dos principais detentores de títulos da
empresa para conseguir aprovar o plano de recuperação judicial,
que sofreu modificações na quarta-feira depois de pressões da
Anatel. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1NS1W8
Os dois maiores grupos de principais detentores de títulos
da Oi, que incluem investidores como Aurelius e Goldentree, já
se manifestaram publicamente contra a proposta do conselho da
Oi. Representantes destes grupos não responderam a pedidos de
comentários para esta reportagem.
A primeira convocação da assembleia de credores da Oi para
aprovação do plano de recuperação judicial foi marcada para 7 de
dezembro. Além dos bilhões de dólares em jogo, a assembleia
poderá definir o destino de uma operadora que emprega mais de
100 mil pessoas no país e fornece o único serviço de telefonia
fixa para cerca de um terço dos 5.500 municípios do Brasil.

CONSTRUÇÃO DE ACORDO
As negociações antes da assembleia de credores
essencialmente se dividiram em três frentes separadas nos
últimos meses.
Os dois maiores grupos de detentores privados de títulos da
Oi, que detém cerca de 22 bilhões de reais da dívida total da
operadora, defendem uma proposta na qual aceitam trocar a dívida
por 85 por cento do capital da Oi.
O governo federal, que detém bilhões de reais em dívidas da
Oi, considerando os bancos estatais e os 11 bilhões de reais
devidos pela empresa à Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), formou um grupo próprio de discussões e tem ameaçado
com intervenção na empresa se as negociações fracassarem.
O conselho de administração da Oi, enquanto isso, se aliou
com um pequeno grupo de credores privados conhecido internamente
como G6, que tem uma fração da dívida da empresa detida pelos
principais detentores de títulos da operadora.
Além de tentar obter apoio das instituições públicas e do
Itaú Unibanco, o conselho da Oi busca o apoio um grupo
relativamente pequeno de fornecedores da empresa que detém cerca
de 2 bilhões de reais em dívidas da operadora, disseram as
fontes.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), que tem 3,3 bilhões de reais a receber da Oi, também
deve receber o valor integral das dívidas, por ser o único a
deter dívida garantida da empresa. O banco de fomento não
comentou o assunto.
Se os credores não chegarem a uma conclusão na assembleia de
7 de dezembro, um novo encontro deverá ocorrer no dia seguinte.
Uma segunda convocação está marcada para os dias 1 e 2 de
fevereiro.
A Oi poderá ser liquidada se os credores rejeitarem o plano
de reestruturação da companhia, uma situação em que todas as
partes envolvidas querem evitar, disseram as fontes, uma vez que
credores e acionistas perderão mais no colapso da empresa que
sob qualquer uma das propostas de recuperação judicial.
((Edição Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ RBS

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