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(Texto reescrito e atualizado com mais informações)
Por P.J. Huffstutter e Chris Prentice
CHICAGO, 16 Mai (Reuters) – A Bunge é capaz de
resistir a qualquer interrupção global no comércio agrícola
decorrente das tensões entre Estados Unidos e China, graças a
sua capacidade de processamento de soja na América do Sul e à
expansão na Europa, disse o CEO da multinacional, Soren
Schroder, durante um evento com investidores nesta quarta-feira
em Nova York.
Embora as atuais tensões comerciais não sejam boas para o
setor de grãos em geral, "a pegada da Bunge entra em jogo em
momentos como este", disse Schroder.
A Bunge é uma empresa dominante no comércio de grãos na
América do Sul, com ativos no Brasil que incluem fábricas,
usinas, silos, centros de distribuição e terminais portuários.
A Bunge também tem forte presença na Argentina, o maior
exportador mundial de farelo e óleo de soja. No ano passado,
adquiriu duas unidades de esmagamento de oleaginosas da rival
Cargill CARG.UL na Holanda e na França.
"Você pode arbitrar o fornecimento de soja a partir de
qualquer origem", disse Schroder, que falava na conferência Farm
to Market, da BMO Capital Markets.
Gigantes do setor de grãos como a Bunge, Cargill e Archer
Daniels Midland (ADM) ADM.N aproveitaram as tensões comerciais
entre os Estados Unidos e vários de seus principais mercados de
exportação, incluindo a China, para reverter as dificuldades de
unidades após um dos anos mais difíceis para a industria.
As crescentes disputas comerciais estão afetando as cadeias
de fornecimento agrícolas em todo o mundo, com o México
comprando mais milho do Brasil e os navios que transportam as
exportações de sorgo dos EUA alterando rotas depois que a China
aumentou as exigências para os compradores.
Além das tensões comerciais, uma seca na Argentina levou
alguns processadores de soja a comprar soja norte-americana para
entrega na Hemisfério Sul.
Mas a Bunge não é uma delas, disse Schroder. No momento, as
margens não justificam tais movimentos, disse ele, e a companhia
não acredita que o volume de tais fluxos comerciais seja
particularmente significativo.
Ainda assim, disse Schroder, a empresa irá fornecer a soja
dos EUA para suas instalações na América do Sul se as margens
justificarem isso.

AÇÚCAR
Schroder disse que a Bunge preparou sua unidade brasileira
de produção de açúcar para "ficar em pé sozinha". A empresa tem
procurado vender os ativos de açúcar no país desde 2013, mas por
causa de uma retração no setor e do alto preço pelo qual a Bunge
comprou as usinas, nenhum negócio surgiu.
Os preços do açúcar bruto estão em mínimas de vários anos, à
medida que a oferta global do adoçante supera a demanda.
Nesta quarta-feira, a Bunge publicou na Comissão de Valores
Mobiliários o prospecto preliminar para o IPO de seu negócio de
açúcar e etanol no Brasil, que não prevê emissão de novas
ações. urn:newsml:reuters.com:*:nL2N1SN18Z
A medida "nos dá a opção de tornar a empresa pública, se
assim quisermos, dependendo do ambiente", disse o
vice-presidente-executivo e diretor financeiro, Thomas Boehlert.
"Então, nós manteríamos uma participação majoritária e
participaríamos da empresa, e potencialmente sairíamos
completamente da estrada."
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG RS

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