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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que, por enquanto, não
há no Brasil riscos relacionadas às moedas virtuais, mas
argumentou que se houver movimentações ilícitas com elas, há
possibilidade de punições.
"Embora esses mecanismos de pagamento tenham sido tema de
debate internacional e de manifestações de autoridades
monetárias e de outras autoridades públicas, não foi
identificada, até a presente data, pelos organismos
internacionais, a necessidade de regulamentação desses ativos",
afirmou Ilan em discurso publicado no site do BC.
O presidente do BC destacou, entretanto, que as autoridades
públicas conduzirão investigações se os detentores das moedas
virtuais as utilizarem em atividades ilícitas, visando apurar
responsabilidades penais e administrativas.
"Além disso, as operações com moedas virtuais, ou outros
instrumentos conexos, que impliquem transferências
internacionais referenciadas em moedas estrangeiras não afastam
a obrigatoriedade de se observar as normas cambiais", completou
Ilan.
O rali recente do valor da bitcoin tem gerado mais
preocupações sobre regulação da moeda ao redor do mundo. Algumas
personalidades importantes, como o economista vencedor do Nobel
Joseph Stiglitz, têm afirmado que as criptomoedas deveriam ser
consideradas ilegais.
O presidente do BC não falou sobre política monetária em seu
discurso, um dia depois de o Comitê de Política Monetária
(Copom) reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual,
a 7 por cento ao ano, movimento amplamente esperado pelo mercado
e que leva a Selic ao seu menor nível histórico, deixando a
porta aberta para nova redução adiante, mas ressalvando que
encarará a investida com "cautela".

(Por Camila Moreira; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))

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