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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 9 Out (Reuters) – O mercado brasileiro de
veículos novos deve crescer de 8 a 10 por cento ao ano nos
próximos quatro anos, apoiado no crescimento da economia e na
melhora no crédito, disse um executivo da Volkswagen
nesta segunda-feira.
A projeção foi feita pelo novo presidente do grupo alemão
para Brasil e América do Sul, Pablo Di Si, que tem como objetivo
levar a companhia de volta à dianteira do mercado nacional,
atualmente liderado pela norte-americana General Motors .
Segundo Di Si, com o crescimento esperado, as vendas do
mercado nacional atingirão 2,8 milhões de unidades até 2020 ante
nível previsto pelo setor neste ano de 2,2 milhões de veículos.
"Temos bons problemas agora", disse Di Si referindo-se ao
crescimento esperado para o Brasil e incertezas sobre a
capacidade da indústria de autopeças conseguir suprir as
montadoras após quatro anos de quedas nas vendas do setor.
"Crescimento de 8 a 10 por cento é difícil e não gostaria
que perdêssemos oportunidade de crescer, temos que estar prontos
para este cenário base", disse Di Si a jornalistas durante o
Congresso Autodata Perspectivas 2018.
A Volkswagen atualmente é a terceira maior montadora de
veículos leves do país em vendas, atrás da GM e da Fiat, do
grupo FCA . O grupo alemão teve vendas acumuladas no
ano até setembro de 197,15 mil carros e comerciais leves, ante
282,8 mil da GM e 214,2 mil da Fiat.
Questionado se a Volkswagen pretende ampliar as vendas em
100 mil unidades no Brasil no próximo ano para chegar a
liderança do mercado nacional, Di Si respondeu que o objetivo da
montadora alemã no país é alcançar a liderança no "médio prazo".
Para isso, a montadora está reformulando sua linha de
produtos no Brasil, prevendo 20 lançamentos até 2020, e
investimentos de 7 bilhões de reais. O primeiro é a nova versão
do Polo anunciada neste ano, seguida pelo lançamento do sedã
Virtus em janeiro de 2018, afirmou Di Si.
O executivo evitou falar sobre dados financeiros da
companhia na América do Sul. Questionado sobre possível queda de
margens do setor diante do esperado aumento da concorrência no
próximo ano, Di Si respondeu que "margem quem decide é o
consumidor e a concorrência. Se o volume de vendas do mercado
crescer como esperado e as exportações também, isso deverá
ajudar nas margens do setor".
Antes de ingressar na Volkswagen da Argentina em 2014, Di
Si, que na juventude foi jogador de futebol no Huracán, de
Buenos Aires, antes de conseguir uma bolsa para estudar nos
Estados Unidos, foi diretor financeiro da Fiat em Belo Horizonte
(MG). Ele afirmou que pretende implantar na companhia uma gestão
"baseada em time e motivação. Sempre relacionei gestão de
empresa com futebol", afirmou.
Como parte do esforço de equipe, a Volkswagen quer se
reaproximar de sua rede de 530 concessionários do país, para
prepará-la para os futuros lançamentos e reposicionamento da
marca, afirmou o executivo, acrescentando que a empresa "tem que
ser rápida" neste processo.
Sobre sua terra Natal, Di Si afirmou que o forte crescimento
do mercado argentino, previsto em de 30 por cento em 2017, deve
continuar nos próximos dois a três anos, diante do represamento
da demanda em anos anteriores e aumento da concessão de crédito.
A Argentina é o principal destino de exportações automotivas
brasileiras e a Volkswagen, a maior exportadora de veículos do
Brasil. "O crescimento do mercado argentino é sustentável. Não
está acontecendo loucuras de preços lá. O aumento do crédito
está ajudando muito", afirmou Di Si, citando que outros setores,
como o de construção civil também estão tendo forte crescimento.

(Por Alberto Alergi Jr., edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))

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