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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade
monetária não quer regular fintechs em excesso, ressaltando que
regras para as fintechs de crédito sairão este mês após o BC ter
ouvido os participantes do mercado e suas demandas.
"Nós temos incentivado as fintechs. A quantidade de fintechs
que tem entrado no sistema brasileiro não é pequena, é um
mercado extremamente vivo, e nós não pretendemos regular em
demasia, apenas regular em momentos que o sistema nos pede para
fazer isso, como é com fintechs de crédito", disse em evento em
São Paulo.
"Isso foi para audiência pública e esse mês nós vamos
regular da forma mais eficiente depois de escutar todo o
sistema, o que exatamente o sistema gostaria de ver em termos da
regulamentação das fintechs de crédito", completou.
Ilan apontou que, para o BC, é preciso "deixar entrar,
deixar competir e regular apenas quando necessário", abrindo
espaço para maior competição no sistema financeiro, com redução
de custos em várias áreas.
Falando em evento em São Paulo, Ilan reforçou que o país
precisa continuar no caminho de ajustes e reformas, em especial
as medidas de ajuste fiscal e reforma da Previdência, para
consolidar a inflação baixa, a queda da taxa de juros estrutural
e a recuperação sustentável da economia.
Em seu discurso, ele não fez nenhuma menção à política
monetária conduzida pelo BC.

FGC
Convidado a participar de seminário sobre o Fundo Garantidor
de Crédito (FGC), Ilan defendeu o papel da entidade privada,
responsável por administrar um mecanismo de proteção a
correntistas e investidores, garantindo a recuperação de
recursos mantidos nos bancos, até determinado valor, em caso de
intervenção, de liquidação ou de falência das instituições.
No fim do ano passado, o governo aprovou um teto de 1 milhão
de reais a cada período de quatro anos para garantias pagas pelo
FGC para cada CPF ou CNPJ. Ao mesmo tempo, o limite da garantia
do FGC?, de 250 mil reais por CPF/CNPJ e conglomerado
financeiro, foi mantido.
Segundo Ilan, o limite de 1 milhão de reais a cada quatro
anos serviu para incentivar uma avaliação mais cautelosa pelos
investidores da relação entre risco e retorno de suas aplicações
após a constatação que um número limitado de pessoas vinha
utilizando o limite do FGC para fazer investimentos sem avaliar
adequadamente o perfil de risco das instituições captadoras.
"Existe um limiar muito sutil: a cobertura do fundo
garantidor deve ser suficiente para proteger o depositante
hipossuficiente, mas não pode ser alta o suficiente para
incentivar o risco moral, que é a tomada de risco excessiva
pelos grandes depositantes", afirmou Ilan.
"O teto de 1 milhão veio exatamente para calibrar a garantia
do FGC de forma a mantê-la dentro de um parâmetro que leve a
esse equilíbrio", argumentou.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Taís Haupt; Texto de Marcela Ayres; Edição de Camila
Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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