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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 10 Jan (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira que ainda vai avaliar
se continua válida a mensagem sobre política monetária, que
preparava o terreno para novo corte da Selic em fevereiro.
"Não estamos no momento de reavaliar. Nós vamos fazer isso
no momento apropriado. Vamos ver as inflações que estão
surgindo, atividade, balanço de risco, tudo isso vai ser ainda
avaliado", afirmou em coletiva de imprensa.
Perguntado se a posição indicava que a mensagem anterior
continuava de pé, ele afirmou que isso ainda seria analisado.
"Ou seja, não estou dizendo nem que sim nem que não, vamos
avaliar."
Em seu relatório trimestral de inflação, divulgado no fim do
ano, o BC manteve as ressalvas sobre a condução da política
monetária ao pontuar que uma nova redução moderada nos juros
para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom),
em fevereiro, era adequada naquele momento, mas "mais suscetível
a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões
anteriores".
No mercado, as apostas majoritárias são de corte de 0,25
ponto na taxa básica de juros no próximo mês, após redução de
0,5 ponto percentual feita em dezembro, que levou a Selic ao seu
menor nível histórico, de 7 por cento.
Ao falar sobre a inflação em 2017, Ilan voltou a destacar
que o índice abaixo do piso da meta foi guiado pelo choque
deflacionário em preços de alimentos, ecoando argumento
utilizado mais cedo em carta que escreveu ao ministro da
Fazenda, Henrique Meirelles, justificando o porquê do
descumprimento do alvo.
O IPCA fechou 2017 em 2,95 por cento, abaixo do piso da meta
de 4,5 por cento, com margem de tolerância de 1,5 ponto para
mais ou para menos, algo inédito desde que o regime de metas de
inflação foi definido, em 1999.
Questionado se isso não significava que o BC poderia ter
iniciado antes o ciclo de afrouxamento dos juros, Ilan defendeu
o caminho escolhido pela autoridade monetária.
"Nossa atuação no começo é que propiciou inflação mais
baixa", disse. "Mudança das expectativas foi muito importante.
Devido à firmeza da política monetária é que a inflação caiu",
acrescentou.

(Por Marcela Ayres, com reportagem adicional de Mateus Maia;
Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; Reuters Messaging:
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