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(Texto atualizado com mais informações)
FRANKFURT, 14 Jun (Reuters) – Autoridades do Banco Central
Europeu (BCE) que se reuniram nesta quinta-feira divergiram
sobre a possibilidade de manter a porta mais aberta a uma nova
prorrogação do programa de estímulo do banco e sobre o momento
provável da primeira alta dos juros desde 2011, disseram três
fontes.
O BCE anunciou que "prevê" que o seu programa de compra de
títulos de 2,6 trilhões de euros terminará em dezembro de 2018 e
que os juros permanecerão em seus atuais níveis baixos "durante
o verão" (no hemisfério Norte) de 2019.
O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que a decisão, o
maior passo do banco na direção de acabar com o estímulo da
época da crise uma década após o início da recessão econômica da
zona do euro, foi unânime, uma indicação de que os dissidentes
acabaram aceitando a redação proposta.
Mas algumas autoridades defenderam linguagem mais cautelosa
em relação a uma possível prorrogação das compras de títulos
pelo BCE, para as quais os níveis de exigência são agora
bastante altos, o que significa que eventos negativos seriam
necessários, disseram as fontes.
Outros, por sua vez, queriam sinalizar que os juros poderiam
subir já em meados de 2019, em vez da redação aceita,
completaram as fontes.
"Alguns membros gostariam de ter visto algo como 'meados do
ano'", disseram as fontes. "Com a redação escolhida, ficou muito
aberto."
O BCE recusou-se a comentar.
A redação final foi o resultado de uma longa discussão
marcada por temores de repetição do erro do BCE em 2011, quando
elevou os juros duas vezes pouco antes de uma contração e foi
forçado a reverter o curso, de acordo com as fontes.
Esse foi também o motivo pelo qual ninguém contestou a
redação final, completaram as fontes.
"Algumas pessoas fizeram alusão ao aumento dos juros de
2011, expressando preocupações sobre agir rápido demais", disse
uma das fontes.
(Por Frank Siebelt, Balazs Koranyi e Francesco Canepa)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO PD


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