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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Walter Bianchi
MAR DEL PLATA, Argentina, 23 Nov (Reuters) – O submarino
militar argentino desaparecido há mais de uma semana no
Atlântico Sul teria sofrido uma explosão, disseram autoridades
nesta quinta-feira, depois de confirmar dois relatos sobre um
evento violento debaixo da água no mesmo dia em que a embarcação
perdeu a comunicação perto de sua última posição conhecida.
O ARA San Juan, um submarino classe TR-1700 construído na
Alemanha na década de 1980, desapareceu em 15 de novembro depois
de relatar um problema elétrico quando navegava com 44
tripulantes no sul do país rumo à base naval de Mar del Plata.
"Estamos falando de um evento anômalo, singular, curto,
violento, não nuclear, consistente com uma explosão", disse aos
repórteres Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, acrescentando
que navios de vários países se dirigiam ao local para buscar
rastros do ARA San Juan.
Balbi afirmou que um relato recebido nesta quinta-feira por
parte do embaixador argentino na Áustria confirmou una "anomalia
hidroacústica" registrada por uma agência dos Estados Unidos no
dia em que o ARA San Juan perdeu a comunicação.
"Os dois informes dão quase o mesmo ponto e quase a mesma
área. Estamos falando de uma área de 125 quilômetros de raio",
detalhou, dizendo não ter informação sobre o que teria causado
uma possível explosão.
O embaixador em Viena, Rafael Grossi, disse à televisão
local TN que a possibilidade de una explosão "não é 100 por
cento certa, mas é muito provável que tenha sido assim".
Familiares dos tripulantes saíram da base naval chorando e
se queixando quando receberam a informação.
Itatí Leguizamón, esposa do tripulante Germán Suárez, disse
que as autoridades confirmaram que houve uma explosão no
Atlântico em 15 de novembro perto das 11 da manhã, poucas horas
depois de a embarcação enviar sua última comunicação.
"O submarino desceu a 3 mil metros e isso é tudo o que sabem
(…) Não foi localizado, mas dizem que está a 3 mil metros",
contou ela.
O submarino não está preparado para resistir a estas
profundidades. Na quarta-feira especialistas disseram à Reuters
que, se o submarino não está na superfície, é porque a
tripulação não conseguiu ativar os mecanismos manuais para
fazê-lo emergir.
Vários familiares insultaram as autoridades, que
responsabilizam pela tragédia, enquanto outros se abraçavam
chorando na base situada cerca de 400 quilômetros ao sul de
Buenos Aires.
(Reportagem adicional de Maximilian Heath, Jorge Otaola e
Luc Cohen em Buenos Aires)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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