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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO/BRASÍLIA, 13 Out (Reuters) – Um grupo de
detentores de títulos e agências de crédito para exportação, que
juntos são os maiores credores da Oi ,
disseram nesta sexta-feira que o plano de recuperação da
operadora de telefonia brasileira visa proteger os atuais
acionistas às custas dos credores.
Em um comunicado, os comitês de direção dos dois maiores
grupos de detentores de títulos da Oi e as chamadas ECAs
rejeitaram o plano de recuperação apresentado na noite de
quarta-feira. Eles disseram que a empresa "parece ter perdido
tempo negociando com um pequeno grupo de credores conflitantes,
alguns dos quais também detém ações, para um acordo fracassado
que foca exclusivamente na preservação do valor para os atuais
acionistas".
O plano de recuperação da Oi proposto pela administração e
aprovado pelo conselho da empresa "ignora preocupações
fundamentais dos credores, ameaçando a viabilidade da companhia
no longo prazo e enriquecendo abusivamente os atuais
acionistas", disse o comunicado.
As ações da Oi exibiam forte alta nesta sexta-feira,
impulsionadas por avaliação de analistas de que a proposta
apresentada de reestruturação é positiva para os acionistas da
operadora. A ação preferêncial subia mais de 21 por cento e a
ordinária tinha alta acima de 11 por cento.
A nota traz a posição de dois grupos de credores da Oi, o Oi
Creditors Groups e o grupo representado pela FTI Consulting,
que, juntos, têm a receber cerca de 6,4 bilhões de dólares da
operadora.
"Apesar de ter quase um ano e meio para fazer isso, a Oi não
se envolveu em negociações sobre o plano de reorganização com o
maior grupo organizado de credores, e a gerência só se reuniu
com o Oi Creditor Groups e FTI no dia anterior ao arquivamento
de seu último plano e depois do plano ter sido aprovado pelo
conselho de administração, evitando efetivamente qualquer
possibilidade de entrada dos credores e fornecendo evidências
adicionais do conflito de interesses neste processo", afirmam os
credores.
Ao anunciar no fim de agosto que a Agêncie Nacional de
Telecomunicações (Anatel) analisaria a possibilidade de abrir
processo de cassação de concessão e autorizações da Oi,
representantes da agência já haviam mencionado eventual conflito
de interesses nas negociações entre credores e acionistas.
Entre as críticas apontadas pelos grupos de credores estão
"falta de dinheiro novo comprometido" e "estrutura de capital
insustentável".
Por outro lado, uma fonte próxima da situação na empresa,
disse que a direção da Oi recebeu mensagens de apoio ao plano
por parte do China Development Bank, um dos credores da
operadora brasileira.
O plano apresentado à Justiça na quarta-feira limita em 25
por cento a conversão de dívida em ações, bem abaixo do
pretendido pelos principais de detentores de títulos da empresa.
O plano prevê uma capitaliação de 9 bilhões de reais, dos
quais cerca de 6 bilhões equivalem a dinheiro novo, sendo 3,5
bilhões de reais por parte dos detentores de títulos de dívida
da Oi e 2,5 bilhões dos atuais acionistas. Os 3 bilhões de reais
restantes poderão vir de conversão de debêntures em ações.
(Por Guillermo Parra-Bernal e Leonardo Goy)
((Edição Redação São Paulo 56447764))
REUTERS AAJ


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