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(Texto atualizado com mais informações, aspas e contexto)
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 1 Dez (Reuters) – A Petrobras
prevê que o primeiro embarque de petróleo produzido na
promissora área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos,
licitada há apenas quatro anos, deverá acontecer no início de
janeiro, afirmou nesta sexta-feira o gerente-executivo de Libra,
Fernando Borges.
Em teleconferência com jornalistas, o executivo explicou que
a capacidade total de armazenamento do navio é de cerca de 800
mil barris, mas que a partir de 500 mil a 600 mil barris já pode
planejar exportação de volumes.
No entanto, o executivo não deixou claro qual será o
primeiro volume embarcado.
Libra, que entrou em produção nesta semana em teste de longa
duração, está produzindo atualmente cerca de 17,5 mil barris de
petróleo por dia e deverá atingir volume médio de 40 mil barris
por dia em cerca de dois meses, disse Borges.
"A gente deve fazer o primeiro 'offload' no início de
janeiro, hoje o poço está produzindo com pé no freio, porque a
gente tem limitação no uso do gás (para injeção), quando a
planta de gás já estiver condicionada… a gente vai elevar a
produção desse poço para em torno de 40 mil barris/dia", disse.
A Petrobras é operadora de Libra, com 40 por cento de
participação, e tem como sócias a anglo-holandesa Shell
(20 por cento), a francesa Total (20 por cento), além
das chinesas CNPC (10 por cento) e CNOOC Limited (10 por cento).

COMERCIALIDADE
A Petrobras, operadora de Libra, informou na quinta-feira de
noite que entregou à agência reguladora do setor de petróleo no
Brasil (ANP) declaração de comercialidade na porção noroeste do
bloco de Libra, apontando volume recuperável de 3,3 bilhões de
barris de petróleo.
No documento encaminhado ao órgão regulador, o nome sugerido
para o novo campo é Mero.
A empresa dará continuidade à fase exploratória do restante
da área de Libra, onde outros campos poderão ser estabelecidos.
A Petrobras e parceiras ganharam pouco mais de dois anos para
explorar a área.
Borges afirmou que a Petrobras deverá contratar a primeira
plataforma definitiva de Libra ainda neste ano, após atrasos
devido a dificuldades encontradas para conseguir permissão para
não cumprir percentuais de conteúdo local previstos em contrato.
Uma segunda plataforma definitiva, segundo ele, deverá ser
contratada no primeiro trimestre de 2018.
O executivo evitou responder se o prazo para a entrada em
operação das plataformas, previstas para 2020 e 2021 no atual
plano de negócios, será mantido após as licitações.

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MAIOR ÁREA DO BRASIL?
Antes de licitar a área em 2013, a Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou que havia
a expectativa de que Libra tivesse de 8 bilhões a 12 bilhões de
barris de petróleo recuperáveis, o que a classificaria como a
maior reserva do Brasil.
Borges explicou nesta sexta-feira que o campo de Mero
responde apenas por 20 por cento de toda a área, que totaliza
1.500 quilômetros quadrados. No entanto, evitou afirmar se as
expectativas do governo poderão ser confirmadas no futuro.
"Essa previsão… de volumes nunca foi parte do consórcio,
isso foi uma estimativa da ANP, antes do 'bid' desse bloco",
destacou Borges ao ser questionado por jornalistas sobre os
volumes anunciados.
O executivo também não quis dizer se acredita que Mero seja
a área mais promissora dentro de Libra.
Segundo ele, as perfurações feitas fora do campo mostraram
geologia diferente e que demandam ainda maiores estudos para
serem compreendidas.
A forma como a Petrobras publicou as estimativas de Mero
também dificultam comparações com outras áreas do Brasil, uma
vez que a empresa apenas revelou volumes recuperáveis de
petróleo.
"Como não tem hoje um projeto viável economicamente para
exportar o gás, a gente expressou esse resultado para Libra em
barris de óleo", explicou Borges.
Quando o campo de Lula, o maior produtor do Brasil, foi
declarado comercial em 2010, teve volume recuperável estimado em
6,5 bilhões de barris de óleo equivalente, que inclui petróleo e
gás natural.

(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
Messaging: [email protected]))


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