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(Texto atualizado com declarações de advogado)
15 Set (Reuters) – O empresário Joesley Batista foi
transferido nesta sexta-feira pela Polícia Federal da
Superintendência da PF em Brasília para São Paulo, onde será
ouvido em audiência de custódia relativa a mandado de prisão
preventiva no âmbito da investigação sobre uso de informação
privilegiada no mercado financeiro.
A PF informou ainda que Ricardo Saud, outro delator da J&F,
será transferido da Superintendência em Brasília para o Complexo
Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, o que despertou
preocupação em seu advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o
Kakay.
Joesley e Saud se entregaram à PF no fim de semana após ser
expedido mandado de prisão temporária pelo ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Edson Fachin depois de áudios apontarem
que os dois teriam omitido crimes aos procuradores no acordo de
delação premiada fechado ao lado de outros executivos da J&F.
Na noite de quinta-feira, Fachin aceitou pedido do
procurador-geral da República, Rodrigo Janto, e converteu a
prisão dos dois em preventiva, tornando o tempo de detenção
indeterminado.
Mesmo já detido desde o fim de semana, Joesley também foi
alvo de um novo mandado de prisão na quarta-feira expedido pela
Justiça Federal de São Paulo como parte da investigação sobre o
uso de informação privilegiada, em uma ação que resultou também
na prisão de seu irmão Wesley Batista, presidente da J/S
.
A transferência de Joesley nesta sexta-feira corresponde a
esta ação, uma vez que a 6ª Vara Federal de São Paulo marcou uma
audiência de custódia no âmbito da operação Tendão de Aquiles.
Kakay, que é advogado dos dois, afirmou que está preocupado
com a integridade de Saud. Disse que, mesmo indo para uma ala
especial na penitenciária de Brasília, há seis pessoas que ele
delatou presas lá, uma das quais, segundo o defensor, o jurou de
morte.
Apesar disso, o advogado informou que até o momento não fez
qualquer pedido às autoridades em razão dessa peculiaridade da
prisão de Saud.
"Essa foi uma decisão da Polícia Federal que nós
simplesmente acatamos. Eu confiou na Polícia Federal, ela tem
competência e expatries para saber qual é o melhor lugar para
eles, até porque a responsabilidade da segurança deles é da
Polícia Federal", afirmou. "A nossa preocupação com segurança é
real porque eles delataram muita gente, pessoas que têm poder."
A PF informou ainda que o mesmo avião da transferência de
Joesley se encaminhará a Curitibana para levar o ex-presidente
da Câmara Eduardo Cunha a Brasília, onde o ex-deputado será
encaminhado para motiva em procedimentos que tramitam na capital
federal. Cunha atualmente cumpre pena de prisão no Paraná.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Ricardo Brito, em
Brasília; Edição de Maria Pia Palermo e Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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