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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters) – O presidente-executivo do Itaú
Unibanco , Candido Bracher, disse nesta quarta-feira
que o banco poderia emprestar mais recursos para grandes
conglomerados do país que foram alvos da operação Lava Jato e
que assinarem acordos de leniência com autoridades
governamentais.
Sem citar nomes específicos, Bracher afirmou em
teleconferência com analistas e jornalistas que o banco pode
conceder novos recursos para as empresas investigadas se tiver
expectativa de que vai receber o que já emprestou.
O Itaú Unibanco é um dos credores da Odebrecht Engenharia e
Construção (OEC), que na semana passada perdeu o prazo para
pagar uma dívida de cerca de 500 milhões de reais.
A empreiteira faz parte da holding Odebrecht ODBES.UL , que
firmou acordo de leniência com o Ministério Público no ano
passado, na esteira da Lava Jato. O grupo negocia com outros
órgãos de controle para fazer acordos semelhantes.
A deterioração na carteira de grandes empresas foi o fator
que impediu uma queda mais acentuada do nível de calotes no Itaú
Unibanco no primeiro trimestre. O índice de inadimplência acima
de 90 dias no Brasil ficou em 4,3 por cento, recuo de 0,2 ponto
em relação ao fim de 2017. Neste intervalo, o índice de pessoas
físicas caiu de 4,9 para 4,6 por cento, enquanto o de grandes
empresas subiu de 1 para 1,8 por cento.
De acordo com Bracher, de forma geral o crédito do banco
para grandes empresas não deve se recuperar neste ano, em parte
porque várias delas têm recorrido ao mercado de capitais para
captar novos recursos.
Os analistas do JP Morgan Domingos Falavina, Yuri Fernandes
e Guilherme Grespan consideraram a ausência de melhora no índice
global de inadimplência (3,1 por cento) como um ponto negativo
do balanço, especialmente se considerar que os rivais Bradesco
BBDC4.SA e Santander Brasil SANB11.SA tiveram evolução.
"De forma geral, o balanço veio limpo e dentro do previsto,
mas os resultados podem ser ofuscados por resultados melhores de
Bradesco e Santander Brasil", afirmaram em relatório.
O comportamento das ações do Itaú Unibanco pareciam fazer
eco à visão dos analistas de que no conjunto o resultado
trimestral foi neutro para marginalmente negativo.
Às 14:37, a ação do banco caía 4,1 por cento na bolsa
paulista, um dos piores desempenhos do Ibovespa .BVSP , que
cedia 1,6 por cento.
O banco afirmou na véspera que teve lucro líquido recorrente
de 6,4 bilhões de reais de janeiro a março, alta de 3,9 por
cento sobre um ano antes, refletindo em parte menos despesas com
provisões para perdas com inadimplência. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1S81TB
Na teleconferência, Bracher previu que a intensidade da
melhora dos níveis de inadimplência do banco deve diminuir nos
próximos trimestres.

(Por Aluísio Alves, com reportagem adicional de Paula Arend
Laier, edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; + 55 11 5644-7712;
Reuters Messaging:
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