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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Parisa Hafezi
ANCARA, 14 Nov (Reuters) – Autoridades iranianas encerraram
operações de resgate, dizendo que há pouca probabilidade de
encontrar mais sobreviventes do terremoto que abalou partes da
região oeste do país deixando ao menos 530 mortos, informou a
mídia estatal nesta terça-feira.
Os sobreviventes, muitos dos quais ficaram desabrigados
depois que o tremor de magnitude 7,3 atingiu vilarejos e cidades
em uma área montanhosa que faz fronteira com o Iraque, lutaram
durante a noite contra temperaturas quase congelantes e
enfrentaram outro dia sombrio nesta terça-feira com a falta de
alimentos e água.
O número de 530 mortos, relatado pela agência de notícias
estatal Irna, fez deste o terremoto mais letal a atingir o Irã
em mais de uma década. Milhares de pessoas ficaram feridas, 30
mil casas foram danificadas e dois vilarejos inteiros foram
destruídos.
O tremor atingiu a área de fronteira entre o Irã e o Iraque,
causando a maior parte dos danos no Irã, apesar de ter tido
epicentro na parte iraquiana da fronteira. Autoridades
iraquianas disseram que 7 pessoas morreram e 325 ficaram feridas
no país, todas em províncias curdas.
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, chegou à área atingida
na província de Kermanshah na manhã desta terça-feira, e
prometeu que o governo irá "usar todo o seu poder para
solucionar os problemas no menor tempo possível".
Milhares de pessoas se amontoaram em campos improvisados
enquanto muitos outros escolheram passar uma segunda noite ao ar
livre, apesar das baixas temperaturas, porque temiam a
possibilidade de mais tremores após 193 abalos secundários,
afirmou a televisão estatal.
Uma jovem desabrigada em Sarpol-e Zahab, uma das cidades
mais afetadas pelo terremoto, disse à TV estatal que sua família
passou a noite no frio devido à falta de barracas.
"Nós precisamos de ajuda. Nós precisamos de tudo. As
autoridades precisam acelerar sua ajuda", disse.
Imagens de televisão mostraram equipes de resgate
vasculhando escombros em dezenas de vilarejos logo após o
terremoto. Entretanto, na manhã desta teça-feira, autoridades
iranianas disseram que não havia mais probabilidade de encontrar
sobreviventes e encerraram o resgate.
"As operações de resgate na província de Kermanshah
terminaram", disse Pir-Hossein Kolivand, chefe dos Serviços
Médicos de Emergência do Irã.
(Reportagem adicional de Bozorgmehr Sharafedin em Londres)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP ES


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