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(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Patricia Duarte
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 8 Dez (Reuters) – A inflação
oficial do Brasil desacelerou mais do que o esperado em
novembro, com nova queda nos preços dos alimentos, aumentando
bastante a chance de o resultado fechado de 2017 ficar abaixo da
meta do governo, em meio ao cenário de recuperação econômica
gradual que pavimenta ainda mais o caminho para os juros básicos
continuarem recuando.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu
0,28 por cento em novembro, contra 0,42 por cento em outubro,
informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) nesta sexta-feira, acumulando em 12 meses avanço de 2,80
por cento, contra 2,70 por cento no mês anterior.
As expectativas de analistas em pesquisa da Reuters eram de
alta de 0,35 por cento no mês e de 2,88 por cento em 12 meses.

"Para (a inflação) ficar em 3 por cento em 2017, o IPCA de
dezembro tem que ser de 0,49 por cento… Em dezembro do ano
passado, (a alta) foi 0,30 por cento. Isso já é uma indicação",
afirmou o gerente do indicador no IBGE, Fernando Gonçalves.
A meta do governo neste ano é de 4,5 por cento pelo IPCA,
com margem de 1,25 ponto percentual para mais ou menos. Se o
resultado final do ano ficar fora dessa banda, o presidente do
Banco Central, Ilan Goldfajn, terá de fazer uma carta aberta
para explicar o porquê do erro, que seria o primeiro desde a
criação do regime de metas por ter ficado abaixo do piso.
Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e bebidas registrou
deflação de 0,38 por cento em novembro, sétimo mês seguido de
queda dos preços, acumulando em 12 meses variação negativa de
2,32 por cento. Os principais destaques foram os recuos da
farinha de mandioca (-4,78 por cento) e carnes (-0,11 por
cento), além do feijão-carioca (-8,40 por cento).
Na outra ponta, o grupo Habitação mostrou inflação de 1,27
por cento no período, maior impacto no IPCA todo (0,20 ponto
percentual), com as altas nos preços da energia elétrica (+4,21
por cento) e do gás de botijão (+1,57 por cento).
O aumento da energia elétrica em novembro já era esperado,
após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar
mudanças nas bandeiras tarifárias. Em dezembro, as contas de luz
terão bandeira tarifária nível 1, reduzindo o impacto nas
tarifas e que também deve contribuir para a inflação do IPCA
ficar abaixo da meta neste ano.
Outro alívio no futuro também deve vir dos preços do gás de
botijão.
Após um aumento de 8,9 por cento nesta semana, a Petrobras
informou que decidiu revisar a metodologia de
reajuste de seus preços do gás de cozinha para suavizar o
repasse dos preços internacionais, depois de disparada de quase
70 por cento nas cotações do produto para os distribuidores
desde o início de junho, com impacto relevante para grande parte
da população que utiliza esse bem de primeira necessidade.

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Nesta semana, o BC reduziu a taxa básica de juros para a
mínima histórica de 7 por cento diante da inflação bastante
controlada e atividade mostrando recuperação contida, e deu
indicações de que continuará o movimento no início de 2018.

Nesta sessão, os DIs preficificavam cerca de 70 por cento de
chances, sobre 60 por cento na véspera, de o BC reduzir a Selic
a 6,75 por cento em fevereiro, na primeira reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom) do ano.
Veja os principais resultados do IPCA de novembro
Outubro Novembro
Alimentação e bebidas -0,05 -0,38
Habitação +1,33 +1,27
Artigos de residência -0,39 -0,45
Vestuário +0,71 +0,10
Transportes +0,49 +0,52
Saúde e Cuidados Pessoais +0,52 +0,34
Despesas Pessoais +0,32 +0,42
Educação +0,06 +0,03
Comunicação +0,40 +0,15
IPCA +0,42 +0,28

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))


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