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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto atualizado com mais informações)
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 10 Nov (Reuters) – Os preços da
energia elétrica pressionaram em outubro e a inflação oficial do
Brasil atingiu o maior nível em pouco mais de um ano, mas o
avanço foi um pouco aquém do esperado e não prejudica a
trajetória de corte dos juros básicos pelo Banco Central a
mínimas históricas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
acelerou a alta a 0,42 por cento no mês passado, contra 0,16 por
cento em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
O resultado é o mais elevado desde agosto do ano passado
(0,44 por cento), mas ainda assim ficou abaixo da expectativa em
pesquisa da Reuters com analista de avanço de 0,47 por cento.

Com isso, a alta do IPCA em 12 meses chegou a 2,70 por cento
em outubro, sobre 2,54 por cento no mês anterior, e contra
expectativa de 2,75 por cento na pesquisa. Ainda permaneceu
abaixo da meta do governo para o ano, de 4,5 por cento, com
margem de 1,25 ponto percentual para mais ou menos.
O IBGE apontou que a principal influência de alta no índice
foi a energia elétrica, cujos preços ficaram em média 3,28 por
cento mais caros. Isso porque em outubro começou a valer a
bandeira tarifária vermelha nível 2, a mais alta.
A energia deve voltar a pesar em novembro, diante de
mudanças nas bandeiras tarifárias já aprovadas pela Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O aumento de 4,49 por cento nos preços do gás de botijão no
mês também pesou no bolso dos consumidores, reflexo do reajuste
de 12,9 por cento nos preços refinaria.
Ambos fizeram do grupo Habitação acumular inflação de 1,33
por cento em outubro, depois de recuar 0,12 por cento em
setembro. O impacto desse grupo no IPCA todo foi de 0,21 ponto
percentual no mês passado.
Já os preços dos alimentos registraram deflação de 0,05 por
cento em outubro, sexto mês seguido de queda nos preços. Em
setembro, ela havia sido de 0,41 por cento.
"Os alimentos também estão perdendo força e esse parece ser
o fim do grande bônus para os preços vindo da superoferta
agrícola", destacou o gerente do IBGE para o IPCA, Fernando
Gonçalves.
Mesmo com a tendência de alta no final deste ano, a inflação
permanece em níveis bastante baixos e mantém o caminho livre
para o BC levar a Selic a mínimas históricas nos próximos meses.
No mês passado, depois de reduzir a taxa para os atuais 7,5
por cento, o BC deixou claro que vai continuar o movimento de
queda em dezembro e deixou a porta para continuar no início de
2018.
"Ainda não dá para decartar completamente a inflação abaixo
do piso (neste ano), mas está cada vez mais improvável", disse o
analista de inflação da Tendências Consultoria, Marcio Milan,
calculando o IPCA a 3,2 por cento no fim deste ano.
"O cenário para o BC continua o mesmo, independente do
fechamento do IPCA, ele está olhando as expectativas para 2018 e
2019, e não existe mais chances de a inflação afetar a política
monetária no curto prazo", completou. A Tendências projeta mais
um corte de 0,5 ponto e outro de 0,25, com a Selic terminando
2018 a 6,75 por cento.
A pesquisa Focus do BC com economistas coloca a Selic em 7
por cento no fim deste ano e também de 2018, nova mínima
histórica, mas já há expectativas de que vá a 6,5 por cento em
fevereiro.
Inflação por categoria (em %):
Setembro Outubro
Alimentação e bebidas -0,41 -0,05
Habitação -0,12 +1,33
Artigos de residência +0,13 -0,39
Vestuário +0,28 +0,71
Transportes +0,79 +0,49
Saúde e Cuidados Pessoais +0,32 +0,52
Despesas Pessoais +0,56 +0,32
Educação +0,04 +0,06
Comunicação +0,50 +0,40
IPCA +0,16 +0,42

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))


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