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(Texto atualizado com mais informações)
Por Lucia Mutikani
WASHINGTON, 14 Fev (Reuters) – Os preços ao consumidor nos
Estados Unidos subiram mais do que o esperado em janeiro, com o
núcleo da inflação registrando a maior alta em um ano,
fortalecendo as expectativas de que as pressões de preços vão
acelerar neste ano e levar a um ritmo mais rápido de altas de
juros pelo banco central do país.
O Departamento do Trabalho informou nesta quarta-feira que
seu índice de preços ao consumidor subiu 0,5 por cento no mês
passado, com as famílias pagando mais pela gasolina, aluguéis e
saúde. Em dezembro, a alta havia sido de 0,2 por cento.
Na base anual, a inflação ao consumidor ficou inalterada em
2,1 por cento, uma vez que o forte avanço do ano passado sai do
cálculo.
Excluindo os voláteis componentes de alimentos e energia, o
índice de preços ao consumidor subiu 0,3 por cento, ritmo mais
forte desde janeiro de 2017 e ante 0,2 por cento em dezembro. Na
comparação anual, o núcleo da inflação permaneceu em 1,8 por
cento em janeiro, também devido a efeitos de calendário menos
favoráveis.
Economistas consultados pela Reuters projetavam alta do
índice de 0,3 por cento em janeiro e do núcleo da inflação de
0,2 por cento.
Os dados de inflação bastante forte devem colocar mais
pressão sobre os mercados financeiros dos EUA, que se assustaram
com o crescimento dos salários anuais em janeiro. Preocupações
com a inflação provocaram uma onda de vendas em Wall Street e
levaram os rendimentos dos Treasuries dos EUA a máximas de
quatro anos.
Após a divulgação dos dados, os índices futuros das bolsas
dos EUA passaram a cair mais de 1 por cento, com o índice de
volatilidade subindo com força.
Os temores são de que a inflação, provocada pelo aperto no
mercado de trabalho e aumento dos gastos do governo, possa
forçar o Federal Reserve a ser um pouco mais agressivo ao elevar
os juros este ano do que o esperado atualmente. Isso
desaceleraria o crescimento econômico.
O banco central norte-americano prevê três altas da taxa de
juros este ano, com a primeira esperada para março. Os juros
futuros dos EUA indicavam 15 por cento de chances de quatro
altas em 2018, pouco alterado em relação ao que era esperado
antes da divulgação dos números de inflação.
O núcleo da inflação é considerado uma medida melhor da
tendência de alta dos preços. O Fed acompanha um índice
diferente, o núcleo do PCE, que tem consistentemente ficado
abaixo da meta de 2 por cento do banco desde meados de 2012.
Em relatório separado, o Departamento de Comércio informou
que as vendas no varejo nos EUA caíram inesperadamente 0,3 por
cento no mês passado, queda mais forte desde fevereiro de 2017,
depois que as famílias reduziram as compras de veículos e
materiais de construção.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO PD


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