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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, reforçou nesta sexta-feira que a autoridade
monetária e o Tesouro Nacional têm atuado para fornecer liquidez
ao mercado e que continuarão "enquanto for necessário e nos
montantes que se mostrarem necessários".
Em um movimento inusitado, o BC divulgou os apontamentos do
presidente para a teleconferência com investidores
internacionais organizada pelo Bradesco BBI e para a palestra
para o Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (IBEF)
antes do início delas, marcadas respectivamente para as 11h e
13h. Normalmente isso só acontece quando os eventos começam.
"BC e Tesouro vão continuar oferecendo de forma coordenada
liquidez, seja no mercado de câmbio, seja no mercado de juros",
disse Ilan, afastando ainda a possibilidade de encontros
extraordinários do Comitê de Política Monetária (Copom) antes
dos 45 dias regulamentares de intervalo. O próximo encontro está
marcado para 19 e 20 de junho.
Na noite passada, Ilan já havia passado esse recado,
acrescentando que o BC vai oferecer mais 20 bilhões de dólares
em swaps cambiais –equivalentes à venda futura de dólares– até
o fim da próxima semana. Com isso, o dólar despencava
mais de 2,5 por cento frente ao real nesta sessão,
aproximando-se do patamar de 3,80 reais, depois de ter fechado o
pregão passado em 3,92 reais.
"Não há preconceito quanto ao uso de qualquer instrumento.
Podemos empregar swaps cambiais, reservas ou leilões de linha,
dependendo da necessidade", completou Ilan, destacando que este
é o momento de usar os swaps cambiais e que o regime é de câmbio
flutuante, "e tem sido nossa primeira linha de defesa".
Ilan continuou apontando para o cenário externo como o fator
que tem gerado as recentes turbulências nos mercados externos,
evitando tocar nas eleições deste ano no Brasil. Os agentes
econômicos têm argumentado que o mercado doméstico piorou após a
greve dos caminhoneiros elevar as preocupações com a
deterioração do quadro fiscal do Brasil, com a redução do preço
do diesel gerando impacto bilionário sobre as contas do governo.
Além disso, pesquisas eleitorais têm mostrado dificuldade
dos candidatos que o mercado considera como mais comprometidos
com ajustes fiscais de ganhar tração na corrida presidencial.
"O mercado apresenta um comportamento volátil, com uma piora
na percepção dos agentes internacionais em relação ao cenário
global. Esta percepção tem provocado pressões sobre várias
economias emergentes", afirmou ele.
"O diagnóstico é de um choque externo afetando cada país de
acordo com suas características particulares", acrescentou.
Ilan repetiu ainda que a política monetária é separada da
política cambial e que "não há relação mecânica entre as duas".
E acrescentou que na próxima reunião do Copom, a análise
continuará sendo pautada "sempre nas projeções e expectativas de
inflação e o seu balanço de riscos".
"Essa análise levará em consideração que o impacto de
choques recentes sobre a política monetária ocorre através dos
seus efeitos secundários sobre a inflação (ou seja, pela
propagação a preços da economia não diretamente afetados pelo
choque)", afirmou, lembrando que esses efeitos tendem a ser
mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas
expectativas e projeções de inflação ancoradas nas metas.

(Por Patrícia Duarte; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
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