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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 10 Out (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, defendeu nesta terça-feira projeto de lei que irá
redefinir o marco legal do sistema de resolução de instituições
financeiras e afirmou que ele, na verdade, irá proteger os
contribuintes.
Falando em audiência pública na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do Senado, Ilan destacou que a utilização de
recursos públicos para socorro a bancos é prevista no projeto,
mas como recurso de última instância.
Ao ser questionado sobre o tema, Ilan afirmou ser necessário
pensar não somente em como entrar no sistema bancário, mas
também em como sair dele, razão pela qual o projeto se
justifica. Ele também defendeu que o projeto é pensado há
tempos, na esteira da crise econômica global de 2008.
"Temos que pensar na organização disso. Se não for pensar,
não for planejar, vocês sabem na hora do aperto quem é que vai
pagar", disse ele, em referência aos contribuintes.
Na véspera, uma fonte da equipe econômica já havia dito à
Reuters que Ministério da Fazenda e o Banco Central chegaram a
um consenso sobre o aval para eventual injeção de recursos do
Tesouro Nacional no socorro a bancos, ressaltando que isso só
ocorreria em último caso.
A informação foi publicada inicialmente pelo jornal Valor
Econômico, que destacou que a nova lei também trará a criação
das figuras do "good bank" e "bad bank", separando formalmente
ativos bons de ativos problemáticos das instituições
financeiras, e abrirá caminho para a suspensão de exigibilidades
de crédito.
Mais cedo nesta terça-feira, Ilan participou de café da
manhã com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
(DEM-RJ). Segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto,
o projeto de resolução foi tratado, sendo que há possibilidade
de ele ser encaminhado ao Congresso Nacional até semana que vem.

RESERVAS INTERNACIONAIS
Durante sua participação em audiência pública na CAE, Ilan
avaliou que não é o momento de debater o uso das reservas
internacionais, pontuando que, quando a hora a chegar, essa
destinação deverá ser para abatimento da dívida pública.
"Você comprou o seguro e está no meio do sinistro. Não é o
momento de a gente discutir ficarmos, na minha opinião, sem o
seguro", disse.

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(Por Marcela Ayres; Edição de Luiz Guilherme Gerbelli)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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