Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters) – As turbulências das últimas
semanas no Brasil, incluindo a greve dos caminhoneiros, ainda
não justificam mudanças no planejamento estratégico do Grupo Pão
de Açúcar (GPA) para este ano, disse nesta
terça-feira o presidente-executivo da empresa, Peter Estermann.
"Não mudamos as premissas orçamentárias para esse ano por
enquanto… nós temos potencial para recuperar esse pequeno
impacto", afirmou a jornalistas às margens do Brazilian Retail
Week 2018, citando a maior resiliência das operações de varejo
alimentar.
Neste segmento, as cadeias mais afetadas pela paralisação
dos caminhoneiros entre 21 e 31 de maio foram as de perecíveis e
proteína animal, segundo o executivo. "A ruptura foi
significativa, mas nada que não consigamos recuperar", concluiu.
No caso da Via Varejo , a rede de móveis e
eletrodomésticos do GPA, ele destacou que todos os projetos
estão em dia e por enquanto não se espera alterações no ritmo de
abertura de lojas ou de investimentos.
"Sigo motivado de que vamos executar o que temos planejado",
destacou. Estermann ponderou, contudo, que o GPA continuará
monitorando de perto o comportamento da economia brasileira no
segundo semestre e, se necessário, fará ajustes no planejamento.
As units da Via Varejo subiam 6,85 por cento por volta das
15:40 desta terça-feira, recuperando-se do tombo de mais de 5
por cento sofrido durante a greve de caminhoneiros e liderando a
ponta positiva do Ibovespa , que cedia 0,14 por cento.
Na contramão, as ações preferenciais do GPA
recuavam 1,07 por cento.
De acordo com Estermann, a expectativa para as vendas na
Copa do Mundo é positiva tanto nas bandeiras do GPA –Extra,
Assaí e Pão de Açúcar– quanto nas da Via Varejo –PontoFrio e
Casas Bahia. "Estamos bem preparados, com bom estoque", disse.

VIA VAREJO
Questionado sobre a saída de seis executivos da Via Varejo
na última semana, sendo três da diretoria executiva,
Estermann disse que a decisão buscou horizontalizar a operação.
Ainda segundo ele, um dos diretores-executivos, Vitor Fagá,
saiu para assumir uma função no próprio GPA. Os outros dois,
Marcelo Lopes e Luiz Henrique Vendramini, deixaram a empresa.
Com as mudanças, a diretoria executiva passa a ser composta
por quatro pessoas, contra sete anteriormente. Além de Paulo
Naliato (COO), Felipe Negrão (CFO e RI), Izabel Branco (RH e
Sustentabilidade), a Via Varejo ainda está em processo de
contratação de um "chief digital officer", que se encarregará de
toda a parte de transformação digital.
Desde outubro de 2016, a rede de móveis e eletrodomésticos
passa por um intenso processo de transformação digital do
negócio que, segundo Estermann, deve avançar para "integração
absoluta" das plataformas no segundo semestre deste ano.
"A Via Varejo está em uma trajetória de transformação
intensiva e acreditamos que em 2020 seremos outra companhia",
acrescentou o executivo, que até o fim de abril estava no
comando da rede de móveis e eletrodomésticos.

MetaTrader 300×250

(Edição Flavia Bohone)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation