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(Texto atualizado com mais informações e contexto)
BRASÍLIA, 1 Jun (Reuters) – O governo iniciou nesta
sexta-feira uma discussão sobre como criar um "mecanismo de
proteção ao consumidor final" de combustíveis, mas de maneira
que não impacte a política de preços da Petrobras e
de outras empresas do setor, disse o Ministério de Minas e
Energia em comunicado.
O movimento, que segundo a pasta envolveu técnicos do
ministério e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), aconteceu no mesmo dia em que o
presidente da Petrobras, Pedro Parente, apresentou pedido de
demissão do cargo.
Na carta em que apresentou a renúncia, Parente afirmou que
não gostaria de ser "um empecilho" para discussões do governo
referentes às políticas para os combustíveis.
"O que o Ministério de Minas e Energia colocou em debate
público visa a criação para o país de uma política de
amortecimento dos preços dos combustíveis ao consumidor, um
mecanismo que proteja o consumidor da volatilidade dos preços
dos combustíveis nas bombas. Algo fora da política de preços da
Petrobras", afirmou a pasta.
A ideia do ministro Moreira Franco é estabelecer algum
mecanismo que funcione como um "colchão" para amortecer impactos
cambiais e oscilações do petróleo no mercado internacional.
"A discussão desse mecanismo… foi iniciada hoje… nova
reunião está agendada para segunda-feira, 4 de junho, com
participação de técnicos do Ministério da Fazenda", acrescentou
o Ministério de Minas de Energia na nota.
Um grupo de trabalho será formado para discutir o assunto e
especialistas serão convidados para ajudar a desenhar uma
solução "que permita, por um lado, a continuidade da prática de
preços livres ao produtor/importador e, por outro, o
amortecimento dos preços ao consumidor".
A pasta ressaltou que "a política de liberdade de preços da
Petrobras" e das demais empresas de petróleo "é uma política de
governo" e defendeu que a estatal "teve e tem total autonomia".
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta
sexta-feira o engenheiro Ivan Monteiro como presidente interino
da companhia. Ele irá acumular o cargo com a área financeira e
de relações com investidores da empresa, que já estava sob sua
responsabilidade.

(Por Leonardo Goy; texto de Luciano Costa
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))

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