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(Texto atualizado com mais informações)
WASHINGTON, 30 Nov (Reuters) – Os gastos dos consumidores
nos Estados Unidos cresceram menos em outubro diante do menor
impulso nas compras de veículos, que haviam sido estimuladas
após os furacões que atingiram o país, enquanto os preços
aumentaram pelo segundo mês seguido, sugerindo que a recente
tendência desinflacionária provavelmente chegou ao fim.
O Departamento do Comércio informou nesta quinta-feira que
os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois
terços da atividade econômica dos EUA, subiram 0,3 por cento
após salto de 0,9 por cento em setembro, dado revisado para
baixo.
Em setembro, os gastos dos consumidores registraram o maior
ganho desde agosto de 2009 já que os motoristas do Texas e da
Flórida substituíram seus automóveis destruídos pela passagem
dos furacões Harvey e Irma no final de agosto e início de
setembro.
Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,3
por cento dos gastos em outubro, após alta de 1 por cento em
setembro relatada anteriormente. Os gastos com bens duráveis
como automóveis caíram 0,1 por cento no mês passado, após salto
de 2,9 por cento em setembro.
Embora a inflação geral tenha diminuído depois que os
problemas causados pelos furacões à cadeia de oferta diminuíram,
as pressões de preços se mantiveram constantes em outubro.
A medida preferida de inflação do Federal Reserve, o núcleo
do PCE, subiu 0,2 por cento em outubro, repetindo a taxa do mês
anterior. O índice de preços que exclui alimentos e energia
subiu 1,4 por cento nos 12 meses até outubro, igualando a alta
de setembro
O núcleo do PCE tem ficado aquém da meta de 2 por cento do
Fed há quase cinco anos e meio. Sinais de que a tendência
desinflacionária provavelmente acabou aumentam as expectativas
de que o banco central norte-americano elevará os juros no
próximo mês.
Em outro relatório, o Departamento do Trabalho informou que
os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 2 mil, para
238 mil em números ajustados sazonalmente na semana encerrada em
25 de novembro.
Essa foi a segunda semana seguida de queda, apontando para o
contínuo crescimento do mercado de trabalho.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO PD


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