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(Texto reescrito e atualizado com mais informações e
declarações)
Por Marcelo Teixeira
RIBEIRÃO PRETO, 1 Dez (Reuters) – O fundo chinês Citic Agri
informou nesta sexta-feira que concluiu a aquisição por 1,1
bilhão de dólares do negócio de sementes de milho da Dow
Chemical no Brasil, que passa a se chamar LP Sementes e pode ser
uma plataforma para futuras compras no país e na América Latina.
O fundo tem cerca de 2,65 bilhões de dólares disponíveis
para possíveis aquisições após o pagamento dos 1,1 bilhão de
dólares à Dow, disse à Reuters o gerente-geral do Citic Agri,
Shi Liang, nesta sexta-feira, em Ribeirão Preto.
Executivos do fundo chinês, parcialmente controlado pelo
conglomerado chinês Citic , e de sua subsidiária de
sementes, a Yuan LongPing High-tech Agriculture , que
irá gerir o novo negócio no Brasil, realizaram uma conferência
de imprensa em Ribeirão Preto (SP) para discutir os planos.
Além de sementes, Shi disse que as áreas visadas pelo fundo
incluem genética animal e produtos veterinários, como vacinas e
produtos de proteção de culturas. Mas não há negociações com
possíveis alvos no momento, disse ele.
O acordo com a Dow, anunciado em julho, inclui plantas de
processamento e centros de pesquisa de sementes, uma cópia do
banco de germoplasma de milho brasileiro da Dow AgroSciences, a
marca de semente Morgan e uma licença para o uso da marca Dow
Sementes por um certo período de tempo.
A Dow vendeu o seu negócio de sementes como condição para a
fusão com a DuPont, concluída neste ano.
Há uma onda de investimento chinês no Brasil, uma vez que as
empresas locais procuram parceiros para melhorar sua estrutura
de capital após a recessão mais dura do país.
As empresas chinesas investiram 14 bilhões de dólares em
negócios no Brasil nos primeiros nove meses de 2017, já o
segundo melhor ano desde que o governo brasileiro começou a
monitorar em 2003.
O CEO da LongPing, Zhang Xiukuan, disse que a empresa
planeja expandir o negócio de sementes no Brasil e está
procurando um local para construir um centro de pesquisa de
arroz no país.
LongPing é líder em tecnologia de arroz híbrido na China,
com cerca de 30 por cento do mercado.
Zhang disse que existe um grande potencial para expandir o
cultivo de arroz no Brasil, que é plantado principalmente no sul
do Rio Grande do Sul.
Ele comentou que a nova subsidiária LP Sementes também
procura impulsionar as vendas de sementes de milho para países
como Paraguai e Argentina, onde a empresa já possui operações.
Ele afirmou ainda que os dois países são altamente
complementares, uma vez que a demanda de alimentos na China
deverá continuar a crescer e o Brasil tem uma grande área
disponível para a expansão da agricultura.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG RBS RS


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