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(Texto atualizado com mais informações, declarações do
presidente-executivo e desempenho das ações)
Por Christian Plumb
NOVA YORK, 5 Dez (Reuters) – A Fibria Celulose ,
maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, informou
nesta terça-feira que projeta uma alta de quase 60 por cento em
investimentos no próximo ano, à medida que busca aumentar sua
capacidade e executivos disseram avaliar fusões mais para
frente.
Em encontro com investidores em Nova York, a Fibria estimou
investimentos de 3,43 bilhões de reais em 2018, acima dos 2,18
bilhões de reais desembolsados em 2017.
Aproximadamente 444 milhões de reais deste aumento virão de
investimentos em sua recentemente concluída unidade Horizonte 2,
que iniciou a produção de celulose em agosto.
A Fibria ainda informou que segue confiante em relação à
demanda da China, o que contribuiu com uma série de reajustes
nos preços da celulose este ano, ajudando a impulsionar as ações
da companhia para máximas recordes nos últimos meses.
"Não há dúvida de que o crescimento chinês está longe de
perder força", informou a companhia em sua apresentação. "Na
verdade, está chegando ao próximo nível, com metas muito
agressivas."
Para explorar a demanda, a Fibria avalia potencial expansão,
tanto na forma de outra fábrica em seu complexo no Estado de
Mato Grosso do Sul quanto via possíveis fusões e aquisições,
afirmou a repórteres o presidente-executivo da empresa, Marcelo
Castelli.
A palavra de ordem em ambos os casos é "disciplina", disse
ele, apontando para a perspectiva relativamente equilibrada
entre oferta e demanda nos próximos anos.
Castelli lembrou que a Fibria considerou comprar a rival
Eldorado, mas depois decidiu que o ativo estava muito caro. A
companhia foi vendida para o grupo holandês Paper Excellence NV,
controlado pelos donos da indonésia Asia Pulp & Paper Co por 15
bilhões de reais.
Alguns analistas especularam que o acordo poderia precipitar
uma nova onda de acordos na indústria.
Se houver consolidação, é provável que ocorra com um "m"
maiúsculo e um "a" minúsculo, de acordo com Castelli. "Ninguém
tem capacidade financeira suficiente para adquirir o outro… O
nome do jogo é fusões", acrescentou o executivo.
As ações da Fibria subiam 2,66 por cento às 16:17
na B3, cotadas a 45,07 reais. Até agora em 2017, os papéis
subiram 44 por cento.
Os dois principais grupos de acionistas da companhia são o
conglomerado industrial Votorantim e o banco estatal BNDES.
((Edição Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM MPP


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