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(Texto atualizado com mais informações)
Por Howard Schneider e Jason Lange
WASHINGTON, 13 Jun (Reuters) – O Federal Reserve, banco
central norte-americano, elevou a taxa de juros nesta
quarta-feira, movimento amplamente esperado mas que ainda
assinalou um marco na transição em relação à política monetária
usada para combater a crise financeira e a recessão de
2007-2009.
Ao aumentar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o intervalo entre 1,75 e 2 por cento, o Fed
retirou sua promessa de manter a taxa baixa o suficiente para
estimular a economia "por algum tempo" e sinalizou que toleraria
a inflação acima da meta pelo menos até 2020.
O Fed elevou a taxa de juros sete vezes desde o final de
2015 diante da contínua expansão da economia e do sólido
crescimento do emprego, tornando obsoleta a linguagem de seus
comunicados anteriores.
A inflação também está se encaixando, com novas projeções
das autoridades indicando que ela ficará acima da meta do banco
central de 2 por cento, atingindo 2,1 por cento neste ano e
permanecendo assim até 2020.
As autoridades também projetaram ritmo ligeiramente mais
rápido de aumentos dos juros nos próximos meses, com duas altas
adicionais esperadas até o final deste ano, contra uma
anteriormente.
Eles veem mais três aumentos dos juros no próximo ano, ritmo
inalterado sobre a previsão anterior.
"O mercado de trabalho continua se fortalecendo… a
atividade econômica tem aumentado a um ritmo sólido", informou o
comitê de definição dos juros do Fed em comunicado,
acrescentando que a decisão foi unânime.
"Os gastos das famílias aceleraram enquanto o investimento
fixo empresarial continua crescendo com força", completou o Fed.
Os juros de curto prazo do Fed, referencial para uma série
de outros custos de empréstimo, está agora praticamente igual à
taxa de inflação, um avanço na batalha do banco central nos
últimos anos para fazer a política monetária voltar à
normalidade.
Embora os juros estejam agora praticamente positivos em base
ajustada à inflação, o Fed ainda descreveu sua política
monetária como "expansionista", com aumentos graduais
provavelmente justificados já que a economia entra no 10º ano
seguido de crescimento.
O Fed agora projeta expansão do Produto Interno Bruto (PIB)
de 2,8 por cento este ano, ligeiramente acima da estimativa
anterior, caindo a 2,4 por cento no ano que vem. A taxa de
desemprego foi estimada em 3,6 por cento em 2018, contra 3,8 por
cento previstos em março.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO PD


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