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(Texto atualizado com mais informações e declarações)
SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – A estimativa de produção de
milho segunda safra do Brasil, a principal colheita do cereal do
país, poderá ser revisada para baixo novamente, diante da falta
de chuvas na primeira quinzena de maio em importantes Estados
produtores, como Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, afirmou
nesta quinta-feira a INTL FCStone.
A consultoria ainda alertou para risco de geada no Paraná,
segundo produtor nacional do cereal após o Mato Grosso, na
semana que vem. O frio também deverá ser intenso no Mato Grosso
do Sul e em São Paulo, segundo a empresa.
A advertência foi feita após a FCStone ter reduzido em 4 por
cento a previsão de segunda safra 2017/18 do Brasil, para 60,5
milhões de toneladas na safra, em levantamento divulgado em 2 de
maio, já considerando perdas pela estiagem.
"No início de maio, as estimativas da INTL FCStone apontavam
para quebra de 21 por cento na safrinha de São Paulo, 16 por
cento no Mato Grosso do Sul e 15 por cento no Paraná, contudo,
diante do clima desta primeira quinzena (de maio) é quase certo
que os números de produção destes Estados serão reduzidos
novamente", disse o analista da consultoria João Macedo, em
nota.
Em meio a uma forte seca, o Paraná dará início à colheita da
segunda safra de milho nos próximos dias em um cenário pior do
que o observado às vésperas da "safrinha" 2015/16, quando outra
estiagem também provocou quebra de produção no Estado, informou
à Reuters o Departamento de Economia Rural paranaense, na
terça-feira.
Como reflexo da situação climática, os preços do milho já
subiram quase 8 por cento em maio, para 42,48 reais por saca, o
maior nível desde meados de março, segundo indicador do Cepea,
uma preocupação para indústrias de carnes, que têm enfrentado
margens apertadas.
"O foco da seca se manteve nos Estados do Paraná, Mato
Grosso do Sul e São Paulo, que em 2016/17 foram responsáveis por
38 por cento da produção de safrinha…", destacou a FCStone.
Segundo Macedo, a expectativa inicial é de que o percentual
de quebra nessas regiões se eleve para patamares entre 20 e 30
por cento.
Alguns ajustes também são esperados para a produção de Goiás
e Mato Grosso, em menor intensidade, continuou a consultoria.
Na restante do mês, em boa parte dos Estados do Sul do
Brasil, Mato Grosso do Sul e São Paulo, as chuvas deverão
continuar abaixo da média para o período, de acordo com
informação do Agriculture Weather Dashboard, do terminal Eikon
da Thomson Reuters.
Além disso, algumas regiões do Paraná deverão ter
temperaturas próximas de zero ao final do mês, segundo o
terminal.
"As temperaturas também começam a apresentar um maior risco
a partir de agora. As previsões apontam para uma queda
vertiginosa da temperatura mínima nos dias 21 e 22 de maio…",
pontuou a FCStone.
Isso "cria um cenário favorável para formação de geadas que
podem causar danos às plantações do cereal", acrescentou a
consultoria, lembrando que essa preocupação possui capacidade de
manter o suporte das cotações.

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Previsão climática http://amers2.apps.cp.extranet.thomsonreuters.biz/cms/?pageid=awd-br-forecast-analysis-maps-gfsop-degc&hour=12&date=20180517
Previsão de temperaturas no Sul http://amers2.apps.cp.extranet.thomsonreuters.biz/cms/?pageid=awd-br-south-gfsop-degc&hour=12&date=20180517
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(Por Roberto Samora; edição de José Roberto Gomes)
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