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(Texto atualizado com mais informações)
Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) – O faturamento dos shopping
centers do Brasil deve aumentar entre 5,5 e 6 por cento em 2018
em termos nominais, em linha com o crescimento apurado em 2017,
informou nesta terça-feira a associação que representa o setor.
"2018 vai ser um ano de consolidar os empreendimentos
lançados nos últimos anos… Vai ser positivo, mas longe do
crescimento de dois dígitos de 2014 e 2015", disse a jornalistas
o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers
(Abrasce), Glauco Humai.
Em termos reais, a entidade prevê alta de 3 por cento na
receita total de vendas dos shopping centers do país neste ano.
Na avaliação de Humai, o primeiro semestre tende a ser melhor
que o segundo, quando a disputa eleitoral deve acentuar o
sentimento de cautela entre os consumidores e empresários. "A
eleição injeta dinheiro na economia e, ao mesmo tempo, afeta
confiança", comentou.
Outro evento que afetará a dinâmica do setor em 2018 é a
Copa do Mundo, que deve favorecer as vendas de eletrônicos, em
especial televisores, mas pode enfraquecer o varejo de moda,
exceto no segmento esportivo, cuja representatividade é baixa,
acrescentou o presidente da Abrasce.
No ano passado, os shopping centers do Brasil faturaram um
total de 167,75 bilhões de reais, alta nominal de 6,2 por cento
ante 2016. O resultado ficou aquém da expansão de 7 por cento
que a associação projetava para 2017. "Dezembro não foi tão bom
quanto esperávamos… O Natal foi melhor que 2016, mas pior que
o esperado", explicou Humai.
O setor encerrou 2017 com uma taxa de vacância de 5,7 por
cento, ante 5 por cento apurada ao fim de 2016. A associação
projeta algo entre 5,5 e 6 por cento para 2018 e só vê a taxa
retornando à média história de 4,5 por cento a partir de 2020.
Um dos motivos para a maior vacância nos últimos anos é a
taxa de ocupação mais baixa no momento de inauguração dos
empreendimentos, segundo a entidade.
"Hoje inauguramos um shopping com ocupação de 60 por
cento… Essa taxa é menor na largada, mas a curva de melhora é
contínua", disse presidente da Abrasce.
Em 2017, foram abertos 12 novos shoppings em todo o país,
ante expectativa inicial de 30. Para 2018, estão planejadas 23
inaugurações, sendo 17 no interior e 6 em capitais, mas Humai
alerta que o número final de lançamentos normalmente é revisado
para baixo no decorrer do ano. "São muitas as variáveis que
postergam as inaugurações, acho que 15 a 16 é algo factível para
2018", afirmou.

CONSOLIDAÇÃO
O presidente da Abrasce espera maior movimentação de fusões
e aquisições no setor a partir de 2018, principalmente entre
participantes regionais de pequeno e médio portes.
Nesta terça-feira, as ações de administradoras de shopping
centers negociadas na B3 operavam sem tendência definida, com BR
Malls subindo 1,4 por cento, entre as maiores altas
do Ibovespa . Na contramão, Multiplan cedia
0,03 por cento e Iguatemi perdia 0,67 por cento.
Questionado sobre a eventual abertura de capital de novos
grupos, Humai destacou que Tenco, Almeida Junior e Saphyr estão
entre os que avaliam essa possibilidade.
Em 16 de janeiro, a JHSF Participações anunciou
que estudava realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla
em inglês) da subsidiária de shopping centers.
Humai também vê espaço para vinda de redes internacionais de
varejo ao Brasil só a partir de 2019. "Esse ano o que dificulta
é o ambiente político", disse, referindo-se à cena eleitoral.

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(Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
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