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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Noah Browning e Sami Aboudi
SANA/DUBAI, 4 Dez (Reuters) – O veterano ex-presidente
iemenita Ali Abdullah Saleh foi morto num ataque à beira de uma
estrada nesta segunda-feira depois de mudar de lado na guerra
civil do Iêmen, abandonando os seus aliados houthis, alinhados
com o Irã, e passando a favorecer a coalizão liderada pelos
sauditas, disseram adversários e simpatizantes.
Analistas afirmaram que a morte de Saleh será um grande
reforço moral para os houthis e um golpe duro para a coalizão
comandada pelos sauditas que interviu no conflito para tentar
reinstalar o governo reconhecido internacionalmente do
presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi.
Qualquer esperança que a coalizão tivesse de que Saleh
pudesse ser atraído para ajudar na disputa contra os houthis
após um prolongado impasse, no qual um bloqueio liderado pelos
sauditas e combates internos têm exposto milhões à fome e à
epidemia, foi frustrada.
A coalizão terá que continuar a participar de uma guerra
dura, possivelmente tentando grandes ofensivas contra as áreas
controladas pelos houthis, enfrentando o risco de um número alto
de mortes entre civis, ou então oferecer concessões para trazer
os poderosos houthis para a mesa de negociações.
Fontes na milícia houthi disseram que os seus combatentes
pararam o veículo blindado de Saleh com um foguete nos arredores
da capital Sana e o mataram a tiros. Fontes no partido de Saleh
confirmaram que ele morreu num ataque ao seu comboio.
Supostas imagens do seu corpo ensanguentado num cobertor
foram divulgadas, apenas dias depois de ele terminar com a sua
aliança com os houthis, após quase três anos nos quais eles
conjuntamente combateram a coalizão comandada pelos sauditas.
Num discurso transmitido pela TV nesta segunda-feira, Abdul
Malik al-Houthi, líder dos houthis, celebrou a morte de Saleh
como uma vitória contra o bloco liderado pelos sauditas,
cumprimentando o Iêmen pelo "histórico, excepcional e grande
dia, no qual a conspiração traidora fracassou, este dia negro
para as forças da agressão".
Ele declarou que os houthis manteriam o sistema republicano
do Iêmen e não buscariam se vingar do partido de Saleh.
Simpatizantes dos houthis saíram com os seus carros às ruas,
cantando canções de guerra.
Al-Houthi chamou o lançamento de um míssil anunciado pelo
grupo contra os Emirados Árabes nesta semana como uma mensagem
aos inimigos, aconselhando contra investimentos estrangeiros nos
Emirados Árabes e na Arábia Saudita.
Saleh, 75 anos, havia dito num discurso no sábado que ele
estava pronto para uma "nova página" nos laços com a coalizão e
chamou os houthis de uma "milícia golpista".
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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