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(Texto reescrito com informações sobre negociação entre
Eletrobras, Petrobras e Cigás)
Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) – A Eletrobras espera
conseguir ainda em maio um acordo com a estatal amazonense Cigás
em relação a passivos de sua distribuidora de energia
responsável pelo fornecimento no Estado, o que viabilizaria o
avanço de um processo para a privatização da empresa.
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, disse em
teleconferência com investidores que tem sido alvo de reuniões
com a presença de representantes da companhia, da Cigás, da
Petrobras e do governo federal.
A elétrica estatal precisava renegociar dívidas junto às
empresas pelo fornecimento de gás na região Norte do país para
preparar suas distribuidoras para a venda. A companhia anunciou
no final de abril um acerto com a Petrobras para 17 bilhões de
reais em dívidas, de um total de cerca de 20 bilhões de reais
cobrados pela petroleira.
Mas a Cigás, que tem exclusividade na comercialização de gás
no Amazonas e faz a intermediação da venda do insumo pela
Petrobras para a Eletrobras no Estado, reclamava de não ter sido
envolvida nas negociações. A empresa cobra mais de 750 milhões
de reais em dívidas de ICMS junto à elétrica.
"Está havendo uma reunião com as três delegações,
Eletrobras, Petrobras e Cigás, mediada pelo Ministério de Minas
e Energia, de modo que a gente tenha ao longo desse mês de maio
uma solução definitiva", disse Ferreira.
Ele acrescentou que, resolvida essa questão, a companhia
deve conseguir cumprir sua meta de realizar ainda em junho um
leilão para a venda de suas seis distribuidoras de energia —
que incluem a empresa do Amazonas e unidades no Acre, Alagoas,
Roraima, Rondônia e Piauí.
Após a solução para as dívidas relacionadas ao gás, a
Eletrobras dependerá apenas de um aval do Tribunal de Contas da
União (TCU) para divulgar o edital do leilão e agendar uma data,
segundo Ferreira.
Cumprido esse cronograma, a assinatura dos contratos para
transferência definitiva das distribuidoras para os compradores
poderia ocorrer até 25 de setembro.

PRIVATIZAÇÃO DA HOLDING
O presidente da Eletrobras destacou que após a venda das
distribuidoras deverá acontecer a desestatização da Eletrobras
como um todo, por meio de uma oferta de novas ações que diluirá
a participação do governo a uma fatia minoritária na companhia.
Um projeto de lei sobre a privatização atualmente em
tramitação no Congresso Nacional pode estar aprovado em um prazo
de até 75 dias, pelos cálculos do executivo.
Nesse cenário, a oferta de ações poderia acontecer "no final
de novembro ou muito provavelmente no começo de dezembro,
afirmou.
Ferreira também afirmou que os negócios de geração e
transmissão da Eletrobras estão "em muito boa condição" e que a
companhia se tornará mais lucrativa e sustentável assim que
conseguir concluir a privatização de suas distribuidoras.
A Eletrobras teve lucro 96 por cento menor no primeiro
trimestre, de 56 milhões de reais, principalmente devido a uma
perda de 1,9 bilhão de reais em distribuição.
"O resultado combinado das áreas de geração e transmissão…
é uma companhia com Ebitda de 2,7 bilhões de reais na base
trimestral e resultado líquido de 1,4 bilhão… O problema que
temos aqui é justamente com a atividade de distribuição",
apontou o presidente.
"O lado bom, de geração e transmissão, está em muito boa
condição… Mas temos aqui muito urgente o tema de distribuição,
o tema da privatização", adicionou.
A Eletrobras também quer vender fatias minoritárias em
ativos que somam quase 1 gigawatt em capacidade de geração e 1
mil quilômetros em linhas de transmissão.
O preço mínimo para a alienação desses ativos deverá ser
submetido ao Conselho de Administração da Eletrobras na próxima
semana, e divulgado em seguida se os números forem aprovados, de
acordo com Ferreira.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Luciano Costa
Edição de José Roberto Gomes)
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