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(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – A taxa de
desemprego do Brasil caiu a 12,2 por cento no trimestre até
outubro e atingiu o nível mais baixo desde o final de 2016,
porém com o número de desempregados recuando ainda devido à
informalidade.
Esse é o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 2016,
informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), quando a taxa ficou em 12,0 por cento.
Essa foi a sétima queda seguida da taxa, depois de ter
atingido 12,4 por cento no trimestre até setembro, ficando em
linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.
"Em outubro, tivemos queda no desemprego seguida de abertura
de vagas. Por isso a taxa sofreu queda significativa", disse o
gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.
Os dados apontados pela Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua mostram que no trimestre até outubro
o Brasil tinha 12,740 milhões de desempregados, também o menor
contingente desde os três últimos meses de 2016.
No trimestre até setembro, o Brasil tinha 12,961 milhões de
pessoas sem emprego, 12,042 milhões no trimestre até outubro do
ano anterior.
A população ocupada, por sua vez, chegou a 91,545 milhões de
pessoas no período, contra 91,297 milhões registrados no
trimestre até setembro e 89,883 milhões no ano anterior.
O cenário de melhora do mercado de trabalho, entretanto,
continua baseado no emprego informal, com aumento de 5,9 por
cento do emprego no setor privado sem carteira assinada em
relação aos três meses até outubro de 2016. Ao mesmo tempo, o
emprego com carteira apresentou queda de 2,2 por cento.
Segundo o IBGE, em outubro, das 868 mil vagas geradas, 780
mil postos eram informais. Sobre o trimestre encerrado em
outubro de 2016, houve aumento de 1,208 milhão de trabalhadores
por contra própria, destacando a informalidade maior.
"Quando o trabalho doméstico sobe pela formalização é
positivo. No entanto, na conjuntura atual, as pessoas estão
buscando trabalho doméstico, na maioria das vezes sem carteira,
por falta de espaço na economia formal", explicou Azeredo.
O IBGE informou ainda que o rendimento médio real do
trabalhador foi a 2.127 reais no trimestre até outubro, sobre
2.119 nos três meses até setembro e 2.076 reais no mesmo período
do ano anterior.
O Brasil vem engatando processo de recuperação econômica em
meio a juros e inflação baixos que ajudam o consumo, e o mercado
de trabalho vem reagindo a isso.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))

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