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(Texto atualizado com mais informações)
Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) – O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve em 2017 o quarto
ano consecutivo de queda na concessão de empréstimos, refletindo
a acentuada queda na demanda das empresas brasileiras por
recursos para investimentos, numa economia que começa a emergir
da pior recessão da história.
O banco de fomento anunciou nesta terça-feira que seus
desembolsos no ano passado somaram 70,75 bilhões de reais,
queda de 20 por cento em relação ao ano anterior e o menor nível
desde os 65 bilhões de reais de 2007.
"Esse número mostra a magnitude da recessão que tivemos no
país", disse a jornalistas o presidente do banco de fomento,
Paulo Rabello de Castro.
A forte retração da atividade reflete também a perda de
poder de fogo do banco, desde que o governo federal deixou de
capitalizar a instituição e passou a cobrar de volta os quase
500 bilhões de reais que injetou na última década.
O BNDES já devolveu 133 bilhões de reais até o ano passado.
A previsão é de que outros 130 bilhões voltem neste ano para os
cofres do governo, que enfrenta uma crise fiscal.
Segundo Castro, porém, a redução da intensidade da queda em
indicadores antecedentes, como os volumes de consultas, de
enquadramentos e aprovações no fim do ano passado indicam que os
desembolsos devem voltar a crescer em 2018. A expectativa do
banco para este ano é desembolsar mais de 90 bilhões de reais.
Como a queda dos desembolsos foi muito acentuada nos últimos
anos, mesmo com as devoluções o banco ainda tem alguma folga.
Segundo Castro, o BNDES deve ter fechado 2017 com um índice de
Basileia ao redor de 26 por cento, mais do que o dobro do piso
regulatório de 11 por cento.
Por setores, a indústria teve no ano passado o pior
desempenho, com uma queda de 50 por cento na tomada de recursos
no banco. O segmento comércio e serviços tomou 21 por cento
menos. Na outra ponta, os empréstimos aos setores agropecuário e
de infraestutura cresceram 3 e 4 por cento, respectivamente.
O banco também divulgou que seu braço de participações em
empresas, o BNDESPar, se desfez de 6,6 bilhões de reais em
participações em negócios em 2017, equivalente a 10 por cento da
carteira. Segundo Rabello de Castro, o BNDESPar já definiu a
venda de outro lote de participações neste ano, dentro da
estratégia de passar a ter uma carteira mais pulverizada e com
foco em negócios voltados para inovação.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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