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(Texto atualizado com mais informações)
Por Alberto Alerigi Jr.
SÃO PAULO, 9 Mai (Reuters) – A Gerdau registrou
lucro líquido ajustado de 451 milhões de reais no primeiro
trimestre, ante prejuízo de 34 milhões no mesmo período do ano
passado, informou a siderúrgica nesta quarta-feira.
Sem ajustes, o lucro líquido consolidado caiu 45,6 por cento
na comparação anual para 448 milhões de reais.
O lucro foi impactado pelo resultado financeiro negativo de
343 milhões de reais no período, ante resultado financeiro
positivo de 54 milhões de reais no mesmo período de 2017.
Do outro lado, aumento nos preços do aço nos Estados Unidos
e no Brasil, fizeram a receita da empresa disparar quase 23 por
cento no período, para 10,39 bilhões de reais, com custos
avançando em ritmo inferior, de 15,9 por cento, e despesas
gerais e administrativas caindo 10 por cento.
Com isso, o resultado operacional medido pelo lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi
de 1,484 bilhão de reais, alta de 74 por cento na comparação
anual. A margem Ebitda ajustada subiu para 14,3 por cento, ante
10,1 por cento no mesmo período do ano passado.
O conselho de administração da Gerdau aprovou pagamento de
136,15 milhões de reais, ou 0,08 real por ação, em juros sobre
capital próprio a partir de 1º de junho, como antecipação do
dividendo mínimo obrigatório.
A siderúrgica manteve estimativa de investimentos de 1,2
bilhão de reais em 2018, com foco em melhoria de produtividade e
manutenção, após 873 milhões de reais em 2017.

PRODUÇÃO
A Gerdau produziu no primeiro trimestre 4,165 milhões de
toneladas de aço bruto, crescimento de cerca de 4 por cento
sobre um ano antes. As vendas avançaram quase 8 por cento, para
3,871 milhões de toneladas.
No período, os esforços do governo de Donald Trump para
proteger a indústria siderúrgica norte-americana de importações
causaram elevação nos preços do aço nos Estados Unidos, além de
recuo nas importações.
A operação da Gerdau na América do Norte, que inclui Estados
Unidos, Canadá e México, viu a receita líquida no período subir
22 por cento, para 4,4 bilhões de reais, e o Ebitda disparou 58
por cento, para 248 milhões de reais. As vendas de aço da Gerdau
na região subiram 8 por cento e a produção 5 por cento.
No Brasil, a Gerdau teve alta de quase 30 por cento no
faturamento, para 3,6 bilhões de reais, enquanto o Ebitda
disparou 93 por cento, a 751 milhões de reais, e a margem passou
de 14 para 20,8 por cento. A empresa produziu no país 3,4 por
cento a mais de aço no primeiro trimestre sobre um ano antes, a
1,5 milhão de toneladas, e as vendas totais subiram cerca de 13
por cento, para 1,44 milhão de toneladas.
Parte do desempenho da Gerdau no primeiro trimestre foi
apoiado também pela área de aços especiais, que tem entre os
principais clientes a indústria automotiva.
Com a produção de veículos subindo em vários mercados em que
a Gerdau atua — no Brasil houve alta de cerca de 15 por cento
no primeiro trimestre ante um ano antes –, a produção da
divisão de aços especiais subiu 13 por cento e a receita líquida
saltou 27,6 por cento, para 1,7 bilhão de reais. O Ebitda da
unidade, enquanto isso, avançou 63 por cento, para 315 milhões
de reais.
A melhora operacional permitiu uma redução na alavancagem da
Gerdau, que caiu de 3,5 para 2,7 vezes entre o final do primeiro
trimestre de 2017 e março deste ano. No primeiro trimestre, a
empresa anunciou vendas de ativos no Brasil e Estados Unidos que
somaram 3,165 bilhões de reais, cerca de metade dos 6,3 bilhões
em desinvestimentos promovidos pela Gerdau desde 2014. O
presidente da empresa, Gustavo Werneck, afirmou no fim de
fevereiro que a companhia tinha atingido a fase final do
programa de revisão de seus empreendimentos.

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(Por Alberto Alerigi Jr., edição Raquel Stenzel)
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