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(Texto atualizado com mais informações e contexto)
SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – A estatal paranaense de
energia Copel deverá adicionar 500 milhões de reais à
geração de caixa a partir de 2019, devido à previsão de entrada
gradual em operação de novas usinas na reta final deste ano e no
início do próximo.
O presidente da unidade de geração e transmissão da
companhia, Copel GT, Sérgio Lamy, disse em teleconferência com
acionistas nesta quinta-feira que a previsão inclui o impacto do
início da produção em parques eólicos cujas obras estão em fase
final e das hidrelétricas de Baixo Iguaçu e Colíder.
"São 500 milhões de reais (adicionais) em nossa geração de
caixa, isso está previsto a partir de 2019", afirmou.
O complexo eólico de Cutia, no Rio Grande do Norte, com 180
megawatts, deve entrar em operação a partir de julho, enquanto o
complexo Bento Miguel, de 132 megawatts, deve começar a gerar em
janeiro do ano que vem. Os investimentos em ambos somam cerca de
2 bilhões de reais.
Já a hidrelétrica de Colíder, no Mato Grosso, com 300
megawatts e orçada em quase 2,4 bilhões de reais, deve colocar
suas máquinas para operar entre junho e novembro.
Na hidrelétrica Baixo Iguaçu, de 350 megawatts e com
investimento de 704 milhões pela Copel, que possui 30 por cento
no negócio, as máquinas devem entrar entre novembro e janeiro de
2019. A majoritária na usina é a Neoenergia, controlada pelo
grupo espanhol Iberdrola.
Lamy disse ainda que a Copel fechou um contrato de gás com a
Petrobras válido até dezembro para abastecer sua termelétrica
Araucária. A empresa espera que a usina seja acionada no segundo
semestre deste ano, devido ao início do chamado período seco,
sem grandes chuvas na região das hidrelétricas do país.

DESINVESTIMENTOS E DÍVIDA
A Copel também trabalha em um plano de desinvestimentos que
deve mirar ativos não estratégicos.
A companhia apresentará esse plano ao Conselho de
Administração na próxima reunião do colegiado, em junho, segundo
o diretor financeiro da empresa, Adriano de Moura.
Ele disse ainda que a empresa deve fechar nas próximas
semanas a contratação de assessores legais e financeiros para o
plano.
"Esse assunto deve ser apresentado ao Conselho na próxima
reunião… e com base nessa apresentação vamos fazer uma
divulgação para o mercado com mais detalhes", afirmou.
O executivo disse ainda que a empresa está focada no momento
em alongar suas dívidas, uma vez que a Copel tem 2,57 bilhões de
reais em débitos com vencimento entre abril deste ano e março de
2019 e 3 bilhões entre abril de 2019 e dezembro de 2019.
"Estamos focados no alongamento da dívida… continuamos
avaliando várias iniciativas de captação e de geração de caixa
com esse objetivo", afirmou.
Ele disse que a rolagem dos vencimentos de curto prazo é uma
prioridade da companhia, assim como a conclusão das obras em
andamento.
A dívida total da Copel é de 10,4 bilhões de reais, enquanto
a dívida líquida representa 8,4 bilhões de reais. Isso significa
uma relação entre a geração de caixa (Ebitda) e o endividamento
de 3,3 vezes no final de março, contra 3,1 vezes no fim de 2017.
A Copel teve lucro líquido de 339,6 milhões de reais no
primeiro trimestre, queda de 18,6 por cento na comparação anual.

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(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)
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