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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 3 Mai (Reuters) – A Cielo deve
anunciar nos próximos dias parcerias semelhantes às que fez com
o Bradesco com terminais co-branded para tentar
reverter a contínua queda na base de clientes, sinalizou nesta
quinta-feira o presidente-executivo da empresa de meios de
pagamentos, Eduardo Gouveia.
"Devemos ter parcerias similares com Banco do Brasil
, Caixa Econômica Federal CEF.UL e redes de varejo",
disse Gouveia a jornalistas.
Maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país, a
Cielo anunciou na véspera que teve queda de 7 por cento no lucro
recorrente do primeiro trimestre, na comparação anual,
refletindo entre outros fatores a redução de 13,6 por cento do
número de terminais de pagamentos ativos da empresa.
A última linha do resultado também refletiu menores receitas
com antecipação de recebíveis, na esteira dos efeitos da queda
da Selic, hoje na mínima histórica de 6,5 por cento ao ano.
A venda de terminais com bandeiras dos próprios bancos
sócios é uma das respostas da Cielo para tentar reagir a um
número crescente de rivais, que têm explorado sobretudo os
lojistas menores, com taxas de desconto mais baixas por operação
e no aluguel dos dispositivos de pagamentos.
Uma das principais rivais é a PagSeguro PAGS.N , do grupo
UOL, que estreou na bolsa de Nova York em janeiro com valor de
mercado de cerca de 9 bilhões de dólares, ou quase 40 por cento
da Cielo. Outras rivais incluem Stone, iZettle e Bin, da First
Data, que se oferecem como opção a credenciadoras tradicionais.
Em janeiro, a Cielo também assumiu o controle da Stelo, que
surgiu em 2014 como concorrente das chamadas subadquirentes,
facilitadoras de meios de pagamentos no comércio eletrônico,
como PagSeguro e PayPal. A partir do segundo trimestre, a Cielo
passará a divulgar números de terminais da Stelo em operação.
A exemplo do que fazem as rivais menores, a Stelo vende os
terminais de pagamentos, em vez de cobrar um aluguel dos
comerciantes.
Mas mesmo com os próprios equipamentos, a Cielo passou a
oferecer uma conjunto diferente, passando cobrar uma
mensalidade, em substituição a um conjunto de aluguel mais
cobrança por transação. O pacote inclui repassar ao lojista os
recursos das vendas em D+2, em vez dos tradicionais D+30.
Para Gouveia, entre clientes maiores, como as grandes redes
varejistas, o mercado de adquirência segue racional, sem uma
competição tão agressiva entre as empresas de pagamento. "O
mercado está mais competitivo na base", disse Gouveia.
O executivo evitou dizer para quando espera que as
iniciativas em curso façam a Cielo reverter o processo de
redução da base de terminais da companhia, que caiu em 25 por
cento nos últimos dois anos.
Nesse período, enquanto tem tentado achar um equilíbrio
entre manter uma operação rentável e segurar fatias de mercado,
a Cielo tem enfrentado o ceticismo de investidores e analistas.
A margem Ebitda da empresa, que chegou a ser de 68 por cento
alguns anos atrás, foi de 44,6 por cento no primeiro trimestre.
Com isso, no espaço de 24 meses concluído na véspera, a ação
da empresa teve queda de 27,2 por cento, enquanto o Ibovespa
.BVSP teve valorização de 58 por cento.
Em relatório, os analistas Domingos Falavina, Yuri Fernandes
e Guilherme Grespan afirmaram que o resultado da Cielo do
primeiro trimestre "ainda nos mostram um mercado de
competitividade desafiadora".
Às 12:26, a ação da Cielo tinha queda de 6 por cento,
segunda maior baixa do Ibovespa .BVSP , que recuava 1,4 por
cento.
O mercado antes caracterizado por um duopólio da Cielo, dos
sócios Bradesco e Banco do Brasil , e Rede,
do Itaú Unibanco ITUB4.SA , pode ter a entrada de cerca de 30
novos concorrentes afirmou o JPMorgan em abril, quando cortou a
recomendação da Cielo.

(Por Aluísio Alves; com reportagem adicional de Paula Arend
Laier, edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))

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