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Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa
FRANKFURT, 14 Nov (Reuters) – Quatro dos principais chefes
de bancos centrais do mundo prometeram nesta terça-feira
continuar orientando os investidores sobre futuros movimentos de
política monetária conforme retiram lentamente o estímulo
monetário adotado durante a crise financeira.
Após injetarem cerca de 10 trilhões de dólares nos mercados
financeiros desde a crise de 2008, levando-os a máximas
recordes, o Federal Reserve, o Banco Central Europeu, o Banco da
Inglaterra e o Banco do Japão estão tentando agora diminuir o
dinheiro fácil sem causar danos.
Para fazer isso, as palavras serão o segredo, disseram os
chefes dos quatro bancos centrais em conferência do BCE sobre
comunicação.
"A orientação futura se tornou um instrumento de política
monetária de pleno direito", disse Draghi em conferência do BCE.
"Por que descartar um instrumento de política monetária que se
provou ser efetivo?."
Draghi e seus três colegas estão em estágios bastante
diferentes no processo.
O Fed caminha para sua quinta alta de juros e o banco
central britânico elevou sua taxa neste mês pela primeira vez em
10 anos. Mas o BCE está reduzindo o ritmo de suas compras de
títulos, enquanto o BC do Japão ainda imprime dinheiro a plena
velocidade, embora tenha sinalizado que nenhum estímulo
adicional é provável.
A chair do Fed, banco central norte-americano, Janet Yellen,
concordou com Draghi de que a orientação tem sido benéfica "no
geral", mas destacou que ela deve ser sempre vista com
dependente de como a economia de fato se desenvolve.
"Toda orientação deve estar condicionada e relacionada ao
cenário para a economia", disse Yellen.
O presidente do banco central japonês, Haruhiko Kuroda,
afirmou que a melhor maneira é manter a mensagem clara.
"É melhor ser direto", disse ele. "Essa é a melhor maneira."
Seu colega britânico, Mark Carney, destacou a importância de
alcançar o público, e não apenas os investidores.
"Estamos falando primeiro para o povo que servimos", disse
Carney. "Trezentas mil pessoas leem o Financial Times; há 30
milhões de usuários do Facebook no Reino Unido."
(Reportagem de Balazs Korany e Francesco Canepa)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO CV


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