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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, afirmou nesta terça-feira que o principal risco
no momento para a inflação é o cenário internacional, que está
positivo mas, se houver reversão, pode levar a aumento de juros
e impactar no fluxo de capital.
"Temos que saber escolher os riscos que consideramos mais
prováveis e que a gente considera menos prováveis", afirmou Ilan
durante evento em São Paulo, ao ser questionado sobre o que
aconteceria com a inflação brasileira com eventual estouro da
bolha de crédito na China ou se a inflação de alimentos voltar à
tendência dos últimos anos.
"Um risco ruim é o cenário internacional, hoje benigno,
deixar de ser… Uma atividade forte internacional que venha a
elevar a inflação e, portanto, venha a tirar o juros muito baixo
do cenário global", afirmou ele, acrescentando que esse
movimento impactaria sobre o fluxo de capital, precificação de
ativos e inflação.
"Esse é o risco que considero mais importante", disse o
presidente do BC, afirmando ainda que, por outro lado, existe o
risco de a inflação, hoje abaixo da meta, perpetuar. "A gente
chama de risco, mas é benigno", completou.
Apesar do alerta, Ilan ressaltou que o ambiente global está
"muito favorável", que tende a gerar consequência positiva para
o Brasil e, assim, abrir uma janela de oportunidade para avançar
na reforma da Previdência.
"O cenário global pode continuar positivo, na realidade, é o
nosso cenário básico até aí (aprovar a reforma)? Pode. Mas nós
deveríamos ser um pouco precavidos e tentar aprovar a reforma o
mais cedo possível", acrescentou.
Ilan repetiu ainda que a inflação deve voltar para a meta
oficial em 2018 e 2019. No ano passado, o IPCA ficou abaixo do
piso do objetivo, de alta de 4,5 por cento, com margem de 1,5
ponto percentual para mais ou menos.
Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do
BC se reúne novamente e a ampla expectativa dos agentes
econômicos é de que a Selic seja reduzida em 0,25 ponto
percentual, à nova mínima histórica de 6,75 por cento.

(Reportagem de Iuri Dantas; Texto de Patrícia Duarte; Edição de
Camila Moreira)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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