Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 10 Out (Reuters) – O cenário básico para a
inflação não mudou desde a última reunião do Comitê de Política
Monetária e do Relatório de Inflação divulgado pelo Banco
Central no fim de setembro, apontou nesta terça-feira o
presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, reforçando
que uma redução moderada na magnitude de corte da Selic é vista
pelo Copom como adequada.
"Além disso, nas mesmas condições, o Comitê antevê
encerramento gradual do ciclo" de afrouxamento monetário,
repetiu Ilan, falando em audiência pública na Comissão de
Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Desde outubro do ano passado, a taxa básica de juros já caiu
seis pontos percentuais, ao patamar atual de 8,25 por cento ao
ano. Diante das reiteradas sinalizações do BC, a expectativa
majoritária do mercado é que o próximo corte na Selic seja de
0,75 ponto, no encontro deste mês, ante redução de 1 ponto
adotada nas últimas quatro reuniões do Copom.
Durante sua fala, Ilan apontou que a inflação caiu e não
voltará a dois dígitos. Também justificou que o choque de preços
de alimentos explica em boa medida o fato de o IPCA estar abaixo
do piso da meta de inflação para este ano.
O alvo buscado pelo governo para 2017 é de 4,5 por cento,
com banda de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou
para baixo. Mas nos 12 meses até setembro, o IPCA ficou em
apenas 2,5 por cento, sendo que a expectativa mais recente do
mercado é de que feche o ano em 2,98 por cento, de acordo com a
pesquisa Focus do BC.
"É natural, em função dos choques, se esperar que, num
regime de metas bem implementado, a inflação flutue em torno do
objetivo, estando, por vezes, acima ou abaixo da meta
estabelecida", disse Ilan.
"O importante é que as expectativas para a inflação nos anos
seguintes estejam ancoradas na meta", acrescentou.
O presidente do BC também ressaltou aos senadores a
importância dos ajustes e reformas na economia a fim de garantir
que a tendência de queda das taxas de juros reais seja
sustentável.
Nesse contexto, deu ênfase à reforma da Previdência. O
governo busca aprovar uma versão desidratada do texto em
novembro, mas a possibilidade é encarada com ceticismo pelos
próprios parlamentares diante da proximidade das eleições de
2018.
Ilan também defendeu os esforços do governo na área de
infraestrutura e em privatizações, destacando que a retomada dos
investimentos é o próximo passo esperado para o avanço da
economia no médio e no longo prazo.

(Por Marcela Ayres; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia