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(Texto atualizado com mais informações)
RIO DE JANEIRO, 4 Dez (Reuters) – O ministro da Fazenda,
Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o candidato
do governo à Presidência terá de defender o legado dessa gestão,
incluindo outras reformas além da Previdência, e que se
beneficiará da melhora da economia em breve.
Meirelles disse a jornalistas, após participar de evento no
Rio de Janeiro, que a partir do momento em que as pessoas
sentirem mais a melhora na economia, elas vão "refletir isso nas
suas escolhas (eleitorais)".
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Meirelles disse
que o governo terá um candidato à Presidência em 2018, mas que
não seria o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

No evento, o ministro repetiu que apenas em março irá
decidir se concorrerá à Presidência da República porque agora
não era o momento de "entrar em campanha eleitoral" e que era
mais importante para o país trabalhar para recuperar a economia.
Ele defendeu ainda que o país já tem sinais de crescimento
econômico continuado à frente, inclusive com investimentos, e
voltou a reforçar a necessidade de aprovação da reforma da
Previdência para a economia.
Na semana passada, foi divulgado que o Produto Interno Bruto
(PIB) do Brasil subiu 0,1 por cento entre julho e setembro
passado sobre o segundo trimestre, mas os investimentos
mostraram o melhor desempenho em quatro anos, indicação de que a
retomada da atividade pode ter ganhado fôlego depois do mais
longo período de recessão enfrentado pelo país.
Meirelles afirmou ainda que viu "compromisso muito grande"
com a reforma da Previdência na reunião da noite passada entre o
presidente Michel Temer com parlamentares e líderes da base
governista.
Temer pediu apoio no domingo aos líderes e presidentes de
partidos da base para aprovar a nova versão da reforma da
Previdência e destacou a importância de se votar a proposta a
fim de que o Brasil não vire uma Grécia, segundo relatos de duas
lideranças que participaram do encontro feitas à Reuters.

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Ficou decidido, no encontro, que os dirigentes vão fazer
avaliação com as bancadas até a quarta-feira sobre o real apoio
à reforma na Câmara dos Deputados. Somente após isso é que o
governo vai decidir se, caso tenha uma margem de segurança para
apreciar a matéria, tentará colocá-la em votação na quarta-feira
da próxima semana, dia 13.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Patrícia Duarte;
Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))


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