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(Texto atualizado com mais informações)
Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 4 Mai (Reuters) – A Caixa Econômica Federal
desistiu de acessar até 15 bilhões de reais de recursos do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fortalecer a posição
de capital, em acordo com o Ministério da Fazenda.
Em nota conjunta nesta sexta-feira, o ministério e o banco
estatal afirmaram que a Caixa pode executar seu plano
de negócios neste ano sem necessidade de recursos do fundo.
"A atual estrutura de capital permite, na avaliação do
Ministério da Fazenda e do comando da Caixa, a execução do plano
de negócios previsto para o ano, sem a necessidade de
capitalização mediante a utilização do FGTS", diz o comunicado.
Segundo uma fonte familiarizada com a Caixa, na conversa com
o Ministério da Fazenda houve consenso de que o banco recorrerá
a outras iniciativas para sanar sua posição de capital, por meio
de uso do próprio lucro para fortalecer o patrimônio, mas pode
incluir também a redução do ritmo de algumas operações e a venda
de alguns ativos e de carteiras de crédito.
Em janeiro, a Câmara dos Deputados autorizou o Conselho
Curador do FGTS a comprar até 15 bilhões de reais em
instrumentos de capital da Caixa.
O banco inteiramente controlado pelo governo federal tem
hoje o menor nível de capital dentre as grandes instituições
financeiras do país, após vários anos ampliando fortemente o
crédito num país em recessão, na contramão dos rivais.
Agências de classificação de risco, como a Fitch, têm
alertado para a possibilidade de a Caixa ter que receber injeção
de recursos do controlador para se adequar a regras de capital
mais rígidas, previstas em Basileia III, que entram em vigor
integralmente em 2019.
Dentre as várias iniciativas em discussão para melhorar seus
níveis de capital, a Caixa tem considerado vender carteiras de
crédito, desfazer-se parcialmente de alguns ativos e desacelerar
as operações de crédito.
Em 2017, pela primeira vez em pelo menos mais de uma década,
o estoque de empréstimos do banco fechou em queda.
O movimento acontece quase simultâneo à reestruturação
administrativa, envolvendo a troca de quatro vice-presidentes
suspeitos de envolvimento em irregularidades investigadas em
desdobramentos da operação Lava Jato.
Embora aprovado pela Câmara, o uso de recursos do Fundo para
ajudar a Caixa não aconteceu de fato, em meio a um acordo para
que só acontecesse após aval do Tribunal de Contas da União
(TCU).

(Reportagem adicional de Iuri Dantas; Edição de Patrícia
Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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