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(Texto reescrito e atualizado com mais informações e contexto)
Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) – A gigante do agronegócio Bunge
não prevê emitir novas ações para o planejado IPO de seu
negócio de açúcar e etanol no Brasil, em um processo coordenado
pelos bancos Itaú BBA, JP Morgan e Santander, de acordo com
documento apresentado pela empresa nesta quarta-feira.
Conforme o prospecto preliminar para a oferta pública
inicial de ações enviado à Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), a empresa indicou que venderá ações próprias na potencial
transação envolvendo a Bunge Açúcar & Bioenergia.
A medida "nos dá a opção de tornar a empresa pública, se
assim quisermos, dependendo do ambiente", disse o
vice-presidente-executivo e diretor financeiro da Bunge, Thomas
Boehlert, em evento em Nova York nesta quarta-feira, um dia após
a companhia anunciar a submissão do prospecto.
As ações da empresa nos EUA operavam praticamente
estáves, por volta das 14h30 (horário de Brasília).
Conforme dados apresentados pela empresa, a Bunge Açúcar &
Bioenergia teve prejuízo de 112 milhões de reais no primeiro
trimestre de 2018, ante resultado negativo de 62 milhões um ano
antes.
A geração de caixa, medida pelo lucro antes de impostos,
taxas, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cedeu 53 por
cento no período, para 71 milhões de reais.
Além disso, a dívida da empresa ao fim de março era de quase
3 bilhões de reais.
Não só a Bunge, mas o setor sucroenergético brasileiro como
um todo tem enfrentado tempos difíceis, com os preços do açúcar
em mínimas em anos dada a ampla oferta global.
A Bunge, que entrou no segmento do país em 2010, tentou
vender suas oito usinas brasileiras de açúcar e etanol por
quatro anos, mas um processo separado de venda não conseguiu
atrair o interesse firme de investidores estratégicos ou
financeiros.
A maioria de suas unidades no Brasil está localizada no
norte do Estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. A empresa
tem capacidade para processar cerca de 22 milhões de toneladas
de cana por safra.
Na última safra, a 2017/18, a companhia produziu 961 mil
toneladas de açúcar, ante 988 mil no ciclo anterior. A
fabricação de etanol, por sua vez, aumentou para 975 milhões de
litros, de 925,5 milhões na temporada 2016/17.
Para o ciclo vigente, iniciado em abril, a Bunge Açúcar &
Bioenergia espera moer entre 20 milhões e 21 milhões de
toneladas de cana, alta de 1 milhão de toneladas sobre 2017/18,
destacou a empresa no prospecto.
Mais cedo nesta quarta-feira, executivos da Bunge
reafirmaram, durante evento em Nova York, que após o IPO a
gigante ainda manterá participação majoritária nas usinas no
Brasil.
(Por Carolina Mandl e Marcelo Teixeira)
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))
REUTERS JRG RS

(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))

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