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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 29 Nov (Reuters) – O setor público consolidado
brasileiro (governo central, Estados, municípios e estatais)
registrou superávit primário de 4,758 bilhões de reais em
outubro, o primeiro desde abril, num desempenho acima do
esperado e que foi ajudado por receitas extras embolsadas pela
União.
Em pesquisa Reuters, analistas estimavam que o país teria
superávit primário de 3 bilhões de reais em outubro.

O desempenho do governo central (governo federal, Banco
Central e Previdência), positivo em 4,967 bilhões de reais, foi
determinante para o resultado, informou o BC nesta quarta-feira.
Na véspera, o Tesouro Nacional já havia apontado que o dado
foi ajudado por arrecadação extraordinária com o Refis, programa
de renegociação tributária.
Em outubro, os governos regionais (Estados e municípios)
ficaram no azul em 352 milhões de reais, ao passo que as
empresas estatais tiveram déficit de 562 milhões de reais.
O setor público não conseguia economizar para pagar juros da
dívida desde abril, quando registrou superávit primário de
12,908 bilhões de reais.
No acumulado em 12 meses, o resultado primário está negativo
em 187,230 bilhões de reais, equivalente a 2,88 por cento do
Produto Interno Bruto (PIB).
Para o ano, a meta para o setor público é de déficit
primário menor, de 163,1 bilhões de reais, que inclui rombo de
159 bilhões de reais do governo central, de 3 bilhões de
estatais federais e de 1,1 bilhão de reais de Estados e
municípios.
Já o déficit nominal –receitas menos despesas, incluindo
pagamento de juros– ficou em 30,494 bilhões de reais em
outubro, pior que o apontado em pesquisa Reuters, de saldo
negativo de 25,753 bilhões de reais.
O BC informou ainda que a dívida líquida caiu a 50,7 por
cento do PIB em outubro, contra 50,9 por cento em setembro e
abaixo de estimativa de analistas de 50,8 por cento.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Já dívida bruta subiu a 74,4 por cento do PIB, mesmo
percentual previsto por analistas, contra 73,9 por cento em
setembro.

(Por Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte e Camila Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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