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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 31 Jan (Reuters) – O setor público consolidado
brasileiro encerrou 2017 com déficit primário de 110,583 bilhões
de reais, ou 1,69 por cento do Produto Interno Bruto (PIB),
quarto rombo anual seguido nas contas públicas, mas bem melhor
que a meta oficial de 163,1 bilhões de reais, divulgou o Banco
Central nesta terça-feira.
Só em dezembro, o déficit primário foi de 32,321 bilhões de
reais, melhor que o rombo de 35,4 bilhões de reais estimado em
pesquisa Reuters.
No resultado consolidado do ano, o governo central (governo
federal, BC e Previdência) teve déficit de 118,442 bilhões de
reais, com forte destaque para o resultado previdenciário
negativo em 182,442 bilhões de reais, ou quase 22 por cento
maior do que o visto em 2016.
O governo federal, por outro lado, fez economia para pagar
juros da dívida pública de 64,761 bilhões de reais, primeiro
resultado do azul desde 2014.
O BC informou ainda que as empresas estatais registraram
superávit primário de 362 milhões de reais e Estados e
municípios de 7,498 bilhões de reais, todos dentro dos limites
estabelecidos em lei.
Mesmo assim, a trajetória negativa do primário ressalta os
desafios para o governo equilibrar as contas públicas, num
ambiente de forte engessamento dos gastos e elevado crescimento
das despesas com Previdência em função do envelhecimento
populacional.
A perspectiva dada pelo próprio Executivo é de o governo
seguir deficitário até 2020.
Reagindo a esse cenário, a dívida pública bruta saltou em
2017 para 74,0 por cento do PIB, ante 70,0 por cento em 2016.
Esse resultado seria ainda pior se não fosse o pagamento
antecipado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) de 50 bilhões de reais ao Tesouro por empréstimos
tomados no passado.
A dívida líquida, por sua vez, cresceu 5,4 pontos
percentuais para 51,6 por cento do PIB.
O resultado nominal, que leva em consideração os gastos com
os juros da dívida, alcançou déficit de 511,408 bilhões de reais
em 2017, equivalente a 7,80 por cento do PIB, contra 8,99 por
cento em 2016 e 10,22 por cento em 2015.
A queda foi favorecida pela redução do total pago em juros
nominais, para 400,826 bilhões de reais no ano passado, ou 6,11
por cento do PIB, contra 6,50 por cento em 2016 e 8,37 por cento
em 2015.

(Por Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

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