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(Texto atualizado com mais informações)
Por Camila Moreira
SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) – A taxa de desemprego no Brasil
caiu ligeiramente em 2017 e ficou abaixo do esperado, mas a
melhora foi sustentada pela informalidade diante da gradual
recuperação da atividade econômica depois da recessão que marcou
o país.
A taxa de desemprego ficou em 11,8 por cento no quarto
trimestre do ano passado, comparado com 12,4 por cento no
terceiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, marcando a nona queda
seguida. No pico de 2017, a taxa chegou a 13,7 por cento no
primeiro trimestre.
No final de 2016, a taxa havia ficado em 12 por cento. O
resultado do final do ano passado igualou a taxa que foi
registrada nos trimestres encerrados entre agosto e outubro de
2016 e ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da
Reuters com analistas, de 11,9 por cento.
Entre outubro e dezembro, a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua mostrou que o contingente de pessoas
desempregadas no país alcançou 12,3 milhões, 5 por cento a menos
em comparação com os três meses anteriores e estável sobre o
mesmo período do ano anterior.
O levantamento também mostrou que o Brasil tinha 92,1
milhões de pessoas ocupadas, alta de 0,9 por cento sobre o
terceiro trimestre e de 2 por cento ante o quarto trimestre de
2016.
O emprego informal continuou sendo o destaque para a melhora
do cenário. A economia vem apresentando recuperação gradual após
anos de recessão, porém o mercado de trabalho tende a responder
de maneira tardia ao ciclo econômico.
No quarto trimestre, o emprego sem carteira assinada subiu
1,9 por cento sobre o período anterior, para 11,115 milhões de
pessoas. Sobre 2016, o salto foi de 5,7 por cento.
O emprego com carteira subiu 0,1 por cento sobre o terceiro
trimestre, somando 33,3 milhões de trabalhadores, mas caiu 2,0
por cento em relação ao quarto trimestre de 2016.
O IBGE informou ainda que o rendimento médio do trabalhador
chegou a 2.154 reais no último trimestre do ano, ante 2.134
reais entre julho e setembro e 2.120 reais no mesmo período de
2016.
Em 2017, o Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho formais,
terceiro ano seguido de déficit apesar do início da recuperação
econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas
defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas,
segundo o Ministério do Trabalho.

(Edição de)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))

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