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(Texto atualizado com mais informações e contexto)
SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) – O estresse nos mercado de
câmbio e de dívida levou Banco Central e Tesouro Nacional a
anunciarem novas medidas com objetivo de reduzir a pressão sobre
a cotação do dólar e dos juros futuros, além de uma norma do
Conselho Monetário Nacional.
Uma semana após anunciar que atuaria "enquanto necessário"
para prover liquidez a investidores, o BC informou que fará de
18 a 22 de junho oferta adicional de 10 bilhões de dólares em
contratos de swap cambial, equivalentes à venda da moeda no
mercado futuro, e que não descarta ultrapassar consideravelmente
os limites do que a autoridade monetária já fez no passado.
Já o Tesouro mudou a forma de oferecer liquidez ao mercado
de títulos da dívida e informou que pode fazer na próxima semana
leilões diários de compra e venda de três diferentes papéis "em
razão das condições vigentes no mercado".
Já o CMN alterou pela segunda vez no ano uma regra imposta a
entidades de previdência complementar, que resultará na redução
de 70 bilhões de reais do estoque de títulos públicos longos
detidos por elas, "contribuindo também para estabilidade na
curva de juros".
A decisão ocorre após atuação coordenada de BC e Tesouro não
serem suficientes para impedir que o dólar voltasse a acumular
alta neste mês após saltar mais de 2,5 por cento, maior alta em
13 meses, pressionado pela perspectiva de fim do plano anunciado
pelo BC na semana passada.
O BC anunciou que oferta de 24,5 bilhões em contratos
adicionais de swap cambial nesta semana, após forte valorização
do câmbio no mês passado, quando a autoridade monetária começou
a intervir no mercado.
O Tesouro vem fazendo desde o fim de maio leilões de compra
e venda de títulos da dívida com vencimentos de curto, médio e
longo prazo, como forma de permitir a saída de investidores que
não queiram ficar com os papeis em cenário de aversão a risco.
Na avaliação do governo, o mercado doméstico sofre efeitos
de um processo global de reprecificação de ativos, diante da
normalização da política monetária dos principais bancos
centrais mundiais. Na avaliação de operadores nacionais, a
incerteza eleitoral e dúvidas sobre a saúde das contas públicas
também pressionam ativos no Brasil.

(Por Iuri Dantas; edição Paula Arend Laier e Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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