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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 10 Mai (Reuters) – O Banco do Brasil
interrompeu no primeiro trimestre a sequência de melhora do
lucro na comparação trimestral, na esteira da fraqueza
continuada do crédito e de resultados mais fracos de tesouraria,
mas seguiu reduzindo despesas com provisões para inadimplência.
Maior banco do país por ativos, o BB anunciou nesta
quinta-feira que seu lucro ajustado somou 3,026 bilhões de reais
de janeiro a março. Embora tenha subido 20,3 por cento na
comparação com o mesmo trimestre de 2017, o número representou
queda sequencial de 5,1 por cento, após quatro trimestres
seguidos de crescimento nessa medição.
O lucro líquido, base para remuneração aos acionistas, somou
2,749 bilhões de reais no período, alta de 12,5 por cento sobre
um ano antes, mas recuo de 11,6 por cento trimestre a trimestre.
Diferente do que planeja para 2018, o crédito manteve a
trajetória cadente dos últimos trimestres. No fim de março, a
carteira ampliada de empréstimos do BB somava 675,65 bilhões de
reais, 1,9 por cento menor em 12 meses e 0,8 por cento mais
baixa do que no fim do ano passado.
O movimento foi puxado sobretudo nos segmentos pequenas e
médias empresas e no de financiamento automotivo, com tombos de
29,6 por cento e de 28,4 por cento, respectivamente, ambos na
comparação ano a ano. A carteira orgânica interna, base da
previsão do BB, caiu 1,3 por cento, ante previsão de alta de 1 a
4 por cento em 2018.
Com isso, as receitas do BB com crédito encolheram 22,2 por
cento no comparativo anual, para 18,36 bilhões de reais. Além
disso, o resultado de tesouraria diminuiu 20,2 por cento ante um
ano antes e 6,3 por cento na comparação sequencial, a 2,42
bilhões de reais.
Por outro lado, as receitas com tarifas cresceram 5,4 por
cento sobre o primeiro trimestre do ano passado, para 6,55
bilhões de reais, com impulso de maiores receitas com conta
corrente e administração de fundos.
E as despesas administrativas tiveram contração de 0,2 por
cento ano contra ano, para 7,76 bilhões de reais. Em 12 meses, a
folha de pagamentos do BB diminuiu em cerca de 2 mil
colaboradores.
Em outra frente, a despesas com provisão para perdas com
calotes mantiveram a tendência de declínio. A despesa líquida,
que subtrai do total os valores recuperados, foi de 4,24 bilhões
de reais, queda de 26,3 por cento ano a ano.
Esse movimento veio a reboque de nova melhora na qualidade
da carteira, com o índice de atrasos superiores a 90 dias
recuando a 3,65 por cento, queda de 0,24 ponto ante março de
2017 e de 0,09 ponto ante dezembro. Foi o menor nível em 5
trimestres.
No conjunto, o BB teve no período rentabilidade sobre o
patrimônio líquido de 13,2 por cento, alta de 0,8 ponto
percentual ano a ano, mas queda de 1,3 ponto contra o trimestre
imediatamente anterior, isso no conceito recorrente.

(Por Aluísio Alves
Edição de Raquel Stenzel)
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